Jordânia rejeita deslocamento forçado de palestinos em Gaza
O monarca defende o retorno dos palestinos às suas casas
Prensa Latina - O rei jordaniano, Abdullah II, reiterou neste sábado (6) a rejeição da Jordânia ao deslocamento forçado de palestinos na Cisjordânia e em Gaza, considerando-o uma clara violação do direito internacional.
Durante a sua reunião com o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, Abdullah II apelou ao fim da trágica crise humanitária na Faixa de Gaza, após três meses de persistentes bombardeios israelenses contra o povo palestino.
A este respeito, destacou a necessidade de permitir que a população de Gaza regresse às suas casas.
Ele também apelou aos Estados Unidos para que pressionem Israel para alcançar um cessar-fogo imediato em Gaza, proteger os civis e garantir a entrega adequada e sustentável de ajuda humanitária e médica à Faixa.
Segundo o monarca, o Reino da Jordânia epudia todas as tentativas de separação entre Gaza e a Cisjordânia, “porque são uma extensão do Estado Palestino”.
Ao mesmo tempo, salientou que a região não desfrutará de estabilidade sem uma solução justa para a causa palestina e sem alcançar uma paz completa baseada na solução de dois Estados.
Na ocasião, Abdullah II afirmou que a violência cometida pelos colonos israelenses contra os palestinos e as violações dos locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém ocupada são inaceitáveis e devem ser abordadas antes de causar uma explosão na situação regional.
Anteriormente, o Ministro das Relações Exteriores e Expatriados, Ayman Safadi, enfatizou a necessidade de acabar com a agressão israelense em Gaza, ao falar com o seu homólogo Blinken.
De acordo com o relato oficial do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia, Safadi insistiu na urgência de proteger os civis e de garantir o acesso sustentável à ajuda humanitária e médica a todas as áreas do enclave sitiado.
Depois de escalas na Turquia e na Grécia, Blinken chegou no sábado à Jordânia para uma visita à região que incluirá Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Israel.
