Jornal português explica por que o Brasil é o pior país do mundo na pandemia: Bolsonaro

Reportagem do Diário de Notícias, um dos principais jornais de Portugal, aponta a responsabilidade de Jair Bolsonaro na atual crise sanitária brasileira e destaca que a omissão no enfrentamento à pandemia resultou em uma CPI que poderá afastá-lo do poder

(Foto: Isac Nóbrega/PR | Divulgação)
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247 - Jair Bolsonaro é o responsável direto pelo aumento dos casos de mortes relacionados à Covid-19 no Brasil, aponta o jornal Diário de Notícias, um dos maiores de Portugal. “De quem é a culpa? Depois de recusar comprar vacinas, além de criticá-las, de promover tratamentos ineficazes e de rejeitar isolamento e máscaras, os especialistas apontam o dedo ao presidente Jair Bolsonaro, cujo governo vai começar a responder politicamente pela tragédia em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por omissão no combate à doença”, destaca o periódico. 

A reportagem, assinada pelo jornalista João Almeida Moreira, ressalta que “um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP e pela organização não-governamental Conectas Direitos Humanos descarta a tese da "incompetência" de Bolsonaro e aponta que o presidente promoveu a propagação do novo coronavírus no Brasil "com empenho e eficiência”’ sob a alegação da necessidade de “retomar a atividade económica o mais rapidamente possível e a qualquer custo”. 

Ainda segundo o jornal, o Brasil ocupa a última classificação em um ranking de 98 países no combate à pandemia, elaborado pelo centro de debates do Lowy Institute, de Sidney, na Austrália. Além disso, o Diário de Notícias também destaca que uma pesquisa do Datafolha, realizada em março, apontou que 43% dos brasileiros consideram Bolsonaro o principal responsável pela crise sanitária. 

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“Com este pano de fundo, Luiz Roberto Barroso, juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Senado abrisse uma CPI para investigar a ação - ou omissão - do governo no combate à doença, com base num pedido nesse sentido de 31 parlamentares (mais quatro do que o mínimo de 27 exigido) de 15 de janeiro”, diz um outro trecho da reportagem. 

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