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Lavrov diz que Rússia será independente do Ocidente

Chanceler russo enfatizou as sólidas relações com a China e destacou a importância estratégica do BRICS para que este objetivo seja alcançado

Lavrov diz que Rússia será independente do Ocidente (Foto: Reuters)

247 – Durante uma conferência de imprensa sobre o trabalho diplomático russo em 2023, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, revelou que o país estabeleceu como meta alcançar a independência do Ocidente em 2024. Lavrov desmentiu rumores de negociações diretas entre Moscou e Kiev, identificando países que compõem o "círculo próximo" da Rússia, incluindo China, Índia, nações africanas e do Oriente Médio. Lavrov enfatizou as sólidas relações com a China e destacou a importância estratégica do BRICS, segundo reportagem da Tass.

Sobre a Ucrânia, Lavrov afirmou que a Rússia está aberta a negociações, mas acusou o Ocidente de prejudicar uma solução pacífica ao apoiar ações agressivas de Kiev. Ele refutou relatos da mídia sobre negociações diretas Moscou-Kiev em Genebra, alegando que as decisões relativas ao conflito devem envolver potências ocidentais.

Abordando o controle de armas, Lavrov criticou os Estados Unidos por propor conversas enquanto fornecem armas à Ucrânia. Ele relacionou a restauração do diálogo sobre estabilidade estratégica com os EUA à rejeição global de ações que ameacem a segurança russa.

Sobre o Iêmen, Lavrov criticou os EUA e seus aliados por violarem o direito internacional em sua intervenção militar. Ele destacou a urgência de interromper a agressão para facilitar negociações.

No conflito entre Palestina e Israel, Lavrov enfatizou a necessidade de um estado palestino, criticando as negociações indiretas envolvendo EUA, Israel e certos países árabes. Ele ressaltou o interesse da Rússia na segurança de Israel.

Quanto a Armênia e Azerbaijão, Lavrov culpou a falta de progresso na normalização das relações pela posição de Yerevan, que busca seguir conselhos do Ocidente, prejudicando a implementação de acordos trilaterais. Ele endossou o formato "3+3" para o Trans-Cáucaso, livre de influências geopolíticas globais.