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Líbano vive dia de devastação com ataques de Israel a Beirute

Líbano enfrenta um dos dias mais devastadores com ataques de Israel que deixam dezenas de mortos e centenas de feridos em Beirute e outras áreas

Socorristas trabalham no local de um ataque israelense em Beirute, Líbano, em 8 de abril de 2026 (Foto: Reuters/Mohamed Azakir)

247 - O Líbano vive um dos dias mais devastadores do atual conflito após uma série de ataques aéreos israelenses atingir mais de 60 localidades, incluindo a capital Beirute, deixando ao menos 89 mortos e mais de 700 feridos, segundo autoridades locais e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), com informações divulgadas pela Al Jazeera.

De acordo com o ACNUR no Líbano, a ofensiva provocou ampla destruição e agravou a crise humanitária. Em publicação nas redes sociais, a agência afirmou: “O número de mortes está aumentando. A destruição é enorme. Os civis estão pagando o preço. Novamente”.

O exército israelense declarou ter realizado cerca de 100 ataques aéreos em um intervalo de apenas 10 minutos, atingindo diferentes regiões do país. Os bombardeios ocorreram sem aviso prévio, ampliando os danos em áreas densamente povoadas.

Na capital, Beirute, equipes no local relataram um cenário de forte destruição, especialmente na região central da cidade, onde edifícios foram atingidos e equipes de resgate trabalham intensamente.

Os ataques aconteceram em meio a incertezas sobre a aplicação de um possível cessar-fogo regional. Houve indicações iniciais de que a trégua poderia se estender ao Líbano, mas declarações posteriores do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartaram essa possibilidade.

Segundo relatos, Netanyahu afirmou nas primeiras horas do dia que o cessar-fogo não se aplicava ao território libanês, posição que foi seguida pela intensificação das ações militares ao longo da tarde.

Hospitais em diversas regiões enfrentam um cenário crítico diante do elevado número de vítimas. Autoridades locais relatam situações de múltiplos feridos chegando simultaneamente às unidades de saúde, que operam acima da capacidade.

Diante da emergência, médicos, enfermeiros e profissionais com experiência na área foram convocados a se dirigir às regiões afetadas para reforçar o atendimento.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos 89 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas nos ataques realizados ao longo do dia. O número de vítimas pode crescer à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas atingidas.

A escalada dos bombardeios amplia a preocupação internacional com o impacto sobre a população civil e o agravamento da crise humanitária no país.

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