Líder comunista acusa Macron de criar "clima de guerra" na França
Para o secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Fabien Roussel , Macron faz todo o possível para radicalizar o movimento
Paris, 25 mar (Prensa Latina) - O secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Fabien Roussel, afirmou hoje que o presidente Emmanuel Macron criou um "clima de guerra civil", aludindo à violência durante os protestos contra a reforma da previdência.
“Passamos de manifestações pacíficas a caras quebradas”, disse o deputado à emissora RMC, lamentando esta situação, tanto para as pessoas que protestam como para a polícia.
Para o líder político e ex-candidato presidencial, vale questionar se é este o cenário que o chefe de Estado procura. Ele acusou Macron de fazer todo o possível para radicalizar o movimento de rechaço à reforma e alimentar o descontentamento.
A oposição e os sindicatos denunciam que Macron insiste em ignorar a ira desencadeada por seu projeto, que inclui a extensão da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos, bem como a forma de adotá-la: sem o voto da Assembleia Nacional, nos termos do artigo 49.3 da Constituição.
Nos últimos dias houve episódios de violência e confrontos entre manifestantes e policiais, com destruição de instalações, centenas de prisões, uso excessivo da força por parte das autoridades e ataques a policiais uniformizados.
Roussel avaliou que a posição do presidente parece destinada a transbordar o descontentamento, a fim de colocar "a opinião pública contra os manifestantes".
Na véspera, Macron reiterou que não vai debater com os sindicatos sobre a reforma, e que está disposto a conversar com as entidades sobre outros assuntos, principalmente os relacionados ao emprego.