HOME > Mundo

Líderes do BRICS discutirão critérios de admissão de novos membros, diz Mauro Vieira

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, podem se encontrar durante a cúpula do BRICS, acrescentou o chanceler

Mauro Vieira (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

(Sputnik) - Os líderes dos países do BRICS vão discutir na cúpula na África do Sul os critérios de admissão de novos participantes, levando em consideração os inúmeros pedidos para ingressar na organização, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, à Sputnik nesta segunda-feira (17).

“O número de países interessados ​​em ingressar no BRICS atesta sua importância no cenário mundial. Agora precisamos discutir e acertar os critérios de avaliação dessas candidaturas, o que será feito na cúpula dos presidentes [na África do Sul em agosto] ", disse Vieira. O Brasil, em particular, apoia a candidatura de seu parceiro estratégico, a Argentina, acrescentou o ministro.

“Mas primeiro, como já disse, precisamos desenvolver um roteiro para o futuro do grupo e chegar a um consenso sobre os critérios, levando em consideração as inúmeras solicitações que recebemos”, concluiu o ministro.

O BRICS une as maiores economias em desenvolvimento do mundo – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Vários outros países pretendem ingressar no bloco econômico, incluindo Argentina, Irã, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Egito. A África do Sul, que assumiu a presidência rotativa do BRICS em janeiro, sediará a 15ª cúpula do BRICS de 22 a 24 de agosto. 

Lula pode se encontrar com Putin na cúpula do BRICS - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, podem se encontrar durante a cúpula do BRICS a ser realizada na África do Sul.

“Acho que a primeira oportunidade de encontro (entre os dois presidentes) poderia ser na cúpula do BRICS na África do Sul, mas desde a eleição do presidente Lula (em 30 de outubro de 2022) eles já se comunicaram duas vezes, e o presidente Putin recebeu o enviado especial Celso Amorim em Moscou para discutir o conflito com a Ucrânia e as perspetivas de paz”, disse o chanceler. 

Vieira lembrou que teve três encontros com seu homólogo russo, Sergei Lavrov. "Portanto, o diálogo bilateral e sobre a paz tem ocorrido em diferentes níveis durante os últimos seis meses", disse ele.

Em abril, o presidente Lula propôs a criação de um formato semelhante ao Grupo dos Vinte (G20) para discutir a situação na Ucrânia e antes disso, no final de fevereiro, convocou os países não envolvidos no conflito a se encarregarem de promover as negociações para a restauração da paz, bem como pediu à Rússia "condições mínimas" para acabar com as hostilidades.

A Rússia iniciou em 24 de fevereiro de 2022 uma operação militar especial na Ucrânia cujos objetivos, segundo o presidente Vladimir Putin, são proteger a população do "genocídio do regime de Kiev" e enfrentar os riscos à segurança nacional representados pelo avanço da OTAN a leste.