Líderes progressistas do Brasil e do mundo lançam manifesto em defesa da Amazônia e rechaçam Bolsonaro

Manifesto que reúne líderes progressistas como Fernando Haddad, Celso Amorim, Rafael Correa, José Luis Zapatero, Ernesto Samper, Cuauhtémoc Cárdenas, Carol Proner, entre outros, denuncia o "brutal retrocesso ambiental" que se observa no Brasil com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder; "Bolsonaro não está apenas colocando fogo na Amazônia, está queimando a soberania do Brasil, a soberania dos demais países da Bacia Amazônica e o futuro de toda a humanidade"

247 - Líderes progressistas como Fernando Haddad, Celso Amorim, Rafael Correa, José Luis Rodríguez Zapatero, Cuauhtémoc Cárdenas, Aloizio Mercadante Oliva, Carol Proner, enre outros, lançaram um manifesto em defesa da Amazônia, ameaçada de devastação com a conivência do governo de exrema direita de Jair Bolsonaro    

"O brutal retrocesso ambiental que se observa no Brasil com a chegada de Bolsonaro ao poder, cuja face dramática é a atual devastação da Amazônia por vastos e criminosos incêndios, constitui-se em agressão inominável a um patrimônio inestimável daquele país e à sua soberania nacional, bem como compromete o futuro das jovens gerações de brasileiros e não-brasileiros", diz o documento publicado pelo Movimento por um Novo Impulso Progressista.  

O manifesto denuncia que mesmo antes de chegar ao poder, Bolsonaro deu declarações demonstrando sua clara intenção de promover retrocessos substanciais na agenda ambiental do Brasil.   "Ademais, ele e seu chanceler pré-iluminista, emulando o governo Trump, colocaram seguidamente em dúvida o aquecimento global, apesar das sólidas evidências científicas disponíveis, e ameaçaram até retirar o Brasil do Acordo de Paris".  

Os líderes progressistas alertam que a agenda antiambiental do governo Bolsonaro é "manifestação clara de submissão geopolítica à agenda regressiva do governo Trump e embute o desejo evidente de entregar o imenso patrimônio fitogenético, zoogenético e mineral do Brasil à sanha predatória de empresas estrangeiras, em detrimento do uso soberano e sustentável de seus vastos recursos ambientais e dos direitos dos povos originários à preservação de suas culturas e da população em geral a um meio ambiente equilibrado".  

"Esse antiambientalismo pré-científico, irracional e entreguista do governo Bolsonaro contrapõe-se aos grandes avanços civilizatórios feitos nessa área em governos brasileiros anteriores, particularmente os de Lula e Dilma" - enfatiza o documento.   

O manifesto termina afirmando que "Bolsonaro não está apenas colocando fogo na Amazônia, está queimando a soberania do Brasil, a soberania dos demais países da Bacia Amazônica e o futuro de toda a humanidade".  

Assinam:   Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e ex-candidato presidencial, Brasil.  José Luis Rodríguez Zapatero, ex-Presidente, Espanha  Rafael Correa, ex-Presidente, Equador  Cuauhtémoc Cárdenas, ex-candidato presidencial e fundador do PRD, México.  Karol Cariola, deputada, Chile.  Leonel Fernández, ex-Presidente, República Dominicana.  Julián Andrés Domínguez, ex-Deputado e ex-Ministro, Argentina.  Miguel Barbosa Huerta, Governador de Puebla, México.  José Miguel Insulza, ex-Secretario Geral OEA, atual senador, Chile.  Camilo Lagos, presidente Partido Progressista do Chile.  Guillaume Long, ex-Chanceler, Ecuador.  Clara López Obregón, ex-Ministra do Trabalh e ex- Candidata Presidencial, Colômbia  Esperanza Martinez, ex-Ministra da Saúde, atual senadora, Paraguai.  Daniel Martínez Villamil, ex-ministro e senador, atual candidato presidencial, Uruguai.  Aloizio Mercadante Oliva, ex-ministro da Educação e ex-chefe da Casa Civil, Brasil.  Alejandro Navarro, senador, Chile.  Carlos Ominami, ex-ministro da Economi e ex- Senador, Chile.  Yeidckol Polevnsky, Presidenta de Morena, México.  Gabriela Rivadeneira, Assembleia Nacional, Equador.  Ernesto Samper, ex-Presidente, Colômbia.  Felipe Carlos Solá, deputado nacional, Argentina.  Carlos Sotelo García, ex-Senador, México.  Jorge Enrique Taiana, ex-Chanceler, Argentina.  Carlos Alfonso Tomada, ex-Ministro do Trabalho, atual Legislador Federal, Argentina.  Beatriz Paredes, senadora, México.  Celso Amorim, ex-chanceler, Brasil.  Carol Proner, jurista, Brasil.  Marco Enríquez-Ominami, ex-Candidato Presidencial, Chile.  

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