Liga Árabe acusa Israel de legalizar “apartheid” com nova lei

A Liga Árabe condenou a polêmica lei "Estado-nação" aprovada pelo parlamento de Israel para blindar o caráter judaico do país, e garantiu que, com ela, se legaliza o regime segregacionista do "apartheid". Em comunicado, a organização considerou "grave" a ratificação desta lei e a descreveu como uma nova "desconsideração em relação aos direitos históricos do povo palestino em seu território", assim como uma "extensão da herança colonial"

Liga Árabe acusa Israel de legalizar “apartheid” com nova lei
Liga Árabe acusa Israel de legalizar “apartheid” com nova lei

Da Agência EFE – A Liga Árabe condenou nesta quinta-feira (19) a polêmica lei "Estado-nação" aprovada pelo parlamento de Israel para blindar o caráter judaico do país, e garantiu que, com ela, se legaliza o regime segregacionista do "apartheid".

Em comunicado, a organização considerou "grave" a ratificação desta lei e a descreveu como uma nova "desconsideração em relação aos direitos históricos do povo palestino em seu território", assim como uma "extensão da herança colonial".

Para a Liga Árabe, a lei "consolida" as "práticas racistas (de Israel) que anulam o outro impondo os fatos pela força".

O parlamento israelense aprovou na madrugada de hoje, após um acalorado e longo debate, a controversa lei "Estado-nação" que também reserva o direito à autodeterminação a esse coletivo e deixa o hebraico como única língua oficial, entre críticas por ser considerada discriminatória.

A lei também declara Jerusalém como capital de Israel e o calendário hebreu como o oficial do Estado.

A Liga Árabe acrescentou que a nova norma não leva em conta os demais porque legaliza os assentamentos e dá completa liberdade às "autoridades da ocupação israelense" para confiscar terrenos e deixá-los abandonados, demolir casas e não respeitar os direitos dos palestinos.

A organização ressaltou que, com essa lei, Israel legaliza "o apartheid" e "pratica a limpeza étnica".

A Liga Árabe também pediu à comunidade internacional que pressione Israel para obrigá-lo a aplicar a legislação internacional e a "prestar contas" pela "violação sistemática das leis internacionais".

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