London Calling: alerta máximo para os Jogos de 2012

De Londres, Diego Iraheta revela a preocupao das autoridades britnicas com a onda de violncia que deixou 26 policiais feridos

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A menos de um ano do início das Olimpíadas de Londres, a segurança da cidade mais cosmopolita da Europa está em xeque com a série de ataques a edifícios, veículos e lojas na zona norte da capital britânica. Até a noite deste domingo, a polícia ainda não havia conseguido deter todos os focos do tumulto que, neste fim de semana, deixou pelo menos 30 pessoas feridas – sendo 26 policiais. Mais de 50 pessoas já foram presas, mas a tensão continua entre policiais e moradores. Vizinhos descrevem que a área virou "campo de batalha".

Por volta das 21h (17h, horário de Brasília), cerca de 200 adolescentes invadiram uma joalheria de Enfield Town. Agentes com cães bloqueiam o comércio para impedir novos saques. O confronto começou em Totthenham, no sábado à noite, durante um protesto da comunidade africana e caribenha local, em resposta à morte de Mark Duggan, baleado pela polícia na última quinta-feira.

“Londres continua uma das cidades mais seguras do mundo. Tenho total confiança no trabalho da polícia”, enfatizou o prefeito Boris Johnson. Ele tenta minimizar as imagens de prédios e ônibus em chamas nas ruas da capital que será o destino de milhões de pessoas em 2012, por ocasião dos Jogos Olímpicos. No entanto, lojas e supermercados populares de Enfield continuam alvo de roubos. Filiais das redes Tesco e Asda foram invadidas por saqueadores, que levaram televisores e bebidas alcoólicas no domingo à noite.

Segundo o deputado do Partido Conservador Nick de Bois, que representa a área de Enfield, os ataques deste domingo foram planejados. “As pessoas se organizaram por meio das redes sociais ou ligando para os amigos, em um esforço concentrado de provocar desordem e capitalizar sobre os eventos horríveis do fim de semana”, disse à BBC. Novos crimes foram registrados às 23h deste domingo em Edmonton Green, também no norte da Grande Londres. Adolescentes teriam preparado os ataques para a madrugada desta segunda-feira.

Muitos moradores dos bairros próximos, contudo, protestam contra o caos provocado pelos vizinhos. Uma mulher chorando tentava dissuadir os responsáveis pela baderna: “É isso que vocês estão fazendo pelo Mark (Duggan)?”

A edição do jornal The Guardian desta segunda-feira aponta que novos indícios sobre a morte de Mark Duggan podem acirrar ainda mais os ânimos no norte de Londres. Testes de balística realizados no local da morte indicam que não houve troca de tiros entre policiais e Duggan, baleado dentro de um táxi, na última quinta-feira. A comunidade africana e caribenha da área é investigada por crimes de armas. A Comissão de Queixas da Polícia Independente está apurando o caso.

Clique aqui e veja a área dos ataques no Google Maps.

E assista também ao vídeo London Calling, do The Clash:

 

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