Londres confiscou US$ 1 bilhão em ouro da Venezuela em meio à luta do país contra coronavírus, diz Rússia

"Caracas precisa urgentemente desse dinheiro para lidar com as consequências da pandemia, mas a Corte Superior de Londres declarou Guaidó legítimo chefe de Estado e se recusou a dar [o dinheiro] aos venezuelanos", disse o secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, Aleksandr Venediktov

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Sputnik - Aleksandr Venediktov, secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, qualificou o ato de "expropriação ilegal" efetiva, pois Caracas diz precisar do dinheiro para combater a COVID-19.

Reino Unido apreendeu na prática US$ 1 bilhão (R$ 5,44 bilhões) de ouro venezuelano armazenado no Banco da Inglaterra, em uma época em que a nação sul-americana está lutando contra a pandemia, criticou o secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia.

"Caracas precisa urgentemente desse dinheiro para lidar com as consequências da pandemia, mas a Corte Superior de Londres declarou Guaidó legítimo chefe de Estado e se recusou a dar [o dinheiro] aos venezuelanos", disse Aleksandr Venediktov à Sputnik.

"Ou seja, [é] efetivamente um ato de expropriação ilegal. Como devemos entender essa medida? Será que a partir de agora os bancos se tornarão a fonte de legitimidade? Preferiria que não", apontou.

História do dinheiro venezuelano

Em maio, o Banco Central da Venezuela entrou com uma ação judicial em um tribunal comercial em Londres para tentar forçar o Banco da Inglaterra a transferir as reservas de ouro da Venezuela, de forma a financiar o combate ao coronavírus no país.

No entanto, em julho, a Corte Superior britânica se recusou a dar ao governo venezuelano acesso a 30 toneladas de ouro retidas pelo Banco da Inglaterra, depois que o oposicionista do presidente Nicolás Maduro, Juan Guaidó, apresentou sua própria reclamação. O tribunal disse que o Reino Unido "inequivocamente reconhece" o líder da oposição como presidente venezuelano.

A tentativa da Venezuela de liberar seus ativos de ouro congelados no Reino Unido começou depois que os EUA e outros países ocidentais se recusaram a reconhecer os resultados das eleições presidenciais de 2018 na Venezuela, nas quais Maduro garantiu uma vitória esmagadora para outro mandato em meio a um colapso econômico no país.

Neste momento, o Banco da Inglaterra detém cerca de US$ 1,13 bilhão (R$ 6,15 bilhões) em ouro venezuelano, impedindo que o governo Maduro tenha acesso a ele ou consiga transferi-lo para outro banco.

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