Macron diz que apoia consagrar direito ao aborto na Constituição francesa
Isso "enviará uma mensagem universal de solidariedade a todas as mulheres que hoje veem esta liberdade esmagada", disse o presidente da França
PARIS, 8 de março (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quarta-feira que apoia a inclusão do direito ao aborto na Constituição, uma medida que, segundo ele, enviaria um sinal de solidariedade às mulheres de todo o mundo.
Macron fez o anúncio no Dia Internacional da Mulher em uma cerimônia para homenagear a feminista e advogada francesa Gisele Halimi, nascida na Tunísia, que morreu em 2020 aos 93 anos. Ela era uma defensora ferrenha do direito ao aborto.
"Espero que a força desta mensagem nos ajude a mudar nossa Constituição e consagrar nela a liberdade das mulheres de fazer um aborto... para que nada possa impedir o que será irreversível", disse Macron.
Isso "enviará uma mensagem universal de solidariedade a todas as mulheres que hoje veem esta liberdade esmagada", disse ele.
A medida ocorre depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou em junho passado a histórica decisão Roe v. Wade de 1973, que reconhecia o direito constitucional das mulheres ao aborto.
Ambas as casas do parlamento francês já votaram a favor da consagração do direito na Constituição, embora o Senado tenha chamado isso de "liberdade" e a Assembleia Nacional de "direito" ao aborto. Macron disse que um projeto de lei será submetido ao Parlamento para mudar a Constituição nos próximos meses.
