Macron diz não descartar Amazônia sob gerência internacional se algum país tomar medidas 'contra o planeta'

"Associações, ongs e atores, já há vários anos – por vezes alguns atores jurídicos internacionais – levantaram a questão para saber se podemos definir um status internacional da Amazônia", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira ao responder a uma pergunta de um jornalista em Biarritz

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247 - O presidente da França, Emmanuel Macron, cogitou nesta segunda-feira, 26, opção da internacionalização da gestão das florestas, em maio ao aumento desefreado de incêndios na Floresta Amazônica. 

"Associações, ongs e atores, já há vários anos – por vezes alguns atores jurídicos internacionais – levantaram a questão para saber se podemos definir um status internacional da Amazônia", disse Macron nesta segunda-feira ao responder a uma pergunta de um jornalista em Biarritz.

"Hoje, não é o caso da iniciativa que tomamos. Mas é uma questão que se coloca. Se um estado soberano toma, de forma clara, concreta, medidas que evidentemente se colocam em oposição ao interesse de todo o planeta. Há todo um trabalho jurídico, político a ser feito", apontou.

Macron disse também que espera que Jair Bolsonaro, com quem trocou farpas nos últimos dias, tenha consciência da importância da Amazônia para o mundo. 

"Ele [Bolsonaro] deseja ser respeitado como ator nesse jogo, mas acredito que ele [Bolsonaro] tem consciência desse tema – em todo caso, eu prefiro ter essa esperança. Não é hoje que vamos decidir nada sobre isso, mas é um tema que permanece aberto e continuará a prosperar, nos próximos meses e anos."

O G7 anunciou US$ 20 milhões para combater os incêndios. Já numa segunda etapa, um esforço internacional será costurado para permitir que medidas para o reflorestamento da Amazônia possa ocorrer. Seria nesta segunda fase, o debate ocorrerá na ONU e com a presença do governo brasileiro.

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