Macron sugere que Bolsonaro pratica 'ecocídio' e pressiona contra acordo da União Europeia com Mercosul

O presidente francês Emmanuel Macron quer tipificar o crime de ‘ecocídio’, para punir países e líderes que atacam o meio ambiente. E atua pela rejeição do acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o sul-americano. Segundo Macron, em referência indireta a Bolsonaro, é preciso incluir o termo “ecocídio” no direito internacional para que os dirigentes que são encarregados por seus povos de proteger o patrimônio natural, e fracassam deliberadamente, prestem contas de seus delitos diante da Corte Penal Internacional

(Foto: Reuters | PR)
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247 - O presidente francês Emmanuel Macron aumentou a pressão pela rejeição do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O mandatário se aliou a 265 organizações da sociedade civil na oposição ao acordo. Um dos alvos é Jair Bolsonaro que adotou posições condenáveis na área ambiental. 

Nesta segunda-feira (29), o presidente da França se posicionou favorável à tipificação do crime de “ecocídio” no direito internacional, para julgar, por exemplo, quem não protege ecossistemas, informa o jornal Valor Econômico.

A pressão atinge diretamente o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, cuja aprovação pelo conjunto dos países do bloco sediado em Bruxelas é cada vez mais difícil. 

A mobilização na Europa cresceu porque a Alemanha, país mais poderoso e maior economia da União Europeia, assume a presidência rotativa do bloco nesta quarta-feira (1º de julho) e tem como uma de suas prioridades avançar na ratificação do acordo birregional.

Diante de 150 membros da Convenção Cidadã pelo Clima, Macron, fragilizado pelo avanço do Partido Verde na eleição municipal ocorrida domingo, prometeu que nenhum acordo comercial com países que não respeitam o Acordo de Paris terá o apoio da França.

Em uma clara alusão ao desleixo com que Jair Bolsonaro trata o meio ambiente, o presidente francês falou sobre a tipificação internacional do crime de "ecocídio", lembrando aos participantes que ele foi um dos primeiros dirigentes políticos a ter usado esse termo “quando a Amazônia queimava, há alguns meses”. E mais: “Eu compartilho plenamente a ambição que vocês defendem, a emoção de vocês face a atores que, conscientemente e com toda impunidade, destroem voluntariamente ecossistemas inteiros”.

O governo brasileiro alega que a posição de Macron se relaciona com o protecionismo comercial europeu. 

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