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Maduro diz que canal diplomático com EUA "está funcionando bem"

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, ajudou a abrir caminho para melhorar as comunicações em abril, após se distanciar de um decreto presidencial que descrevia a nação sul-americana como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos; "O presidente dos Estados Unidos rejeitou o decreto que ele mesmo assinou, e permitiu que canais diplomáticos buscassem respeito e compreensão", disse "Precisamos reconhecer a bravura do presidente Obama em dizer o que disse, em buscar contato, e criar um canal diplomático que, graças a Deus, está funcionando muito bem", acrescentou

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante encontro em Caracas. 07/07/2015 REUTERS/Jorge Dan Lopez (Foto: Paulo Emílio)

Reuters  - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na segunda-feira que um canal diplomático recém-criado com os Estados Unidos está "funcionando muito bem" para melhorar as comunicações entre os dois países, após mais de uma década de tensões.

Maduro disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, ajudou a abrir caminho para melhorar as comunicações em abril, após se distanciar de um decreto presidencial que descrevia a nação sul-americana como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.

"O presidente dos Estados Unidos rejeitou o decreto que ele mesmo assinou, e permitiu que canais diplomáticos buscassem respeito e compreensão", disse Maduro em discurso à Assembleia Nacional. "Precisamos reconhecer a bravura do presidente Obama em dizer o que disse, em buscar contato, e criar um canal diplomático que, graças a Deus, está funcionando muito bem", acrescentou.

O diálogo entre os dois países busca separar áreas de desentendimento, como uma repressão à oposição política, de interesses em comum incluindo conversas de paz na Colômbia e eleições no Haiti, disse uma autoridade norte-americana familiar com a situação à Reuters na semana passada.

Apesar do esforço, Madurou continuou a acusar os Estados Unidos de tentarem desestabilizar seu governo e enfraquecer a economia do país. Washington nega as acusações.

As tensões aumentaram em março, quando Obama assinou um decreto presidencial que sancionou autoridades venezuelanas ligadas à repressão a protestos da oposição em 2014.

(Reportagem de Brian Ellsworth)