Maduro diz que não permitirá que oposição deixe negociações na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesse domingo (27) que não permitirá que a oposição abandone as negociações, que começaram no dia 30 de outubro, em busca de solução para a crise política no país; “A mesa de diálogo, criada há quatro semanas, é uma oportunidade para a paz, e eu não permitirei;"A mesa de diálogo, criada há quatro semanas, é uma oportunidade para a paz, e eu não permitirei que alguém saia" 

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante encontro em Caracas. 07/07/2015 REUTERS/Jorge Dan Lopez
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante encontro em Caracas. 07/07/2015 REUTERS/Jorge Dan Lopez (Foto: Giuliana Miranda)

Da Agência Xinhua

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesse domingo (27) que não permitirá que a oposição abandone as negociações, que começaram no dia 30 de outubro, em busca de solução para a crise política no país.

“A mesa de diálogo, criada há quatro semanas, é uma oportunidade para a paz, e eu não permitirei que alguém saia. Nós vamos ficar juntos por todo o ano de 2017 e de 2018,” afirmou Maduro em discurso durante evento militar em Caracas.

Ele acrescentou que aproximar seu governo e a oposição, representada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), "é o caminho" rumo à “construção de um convênio de convivência e à regularização desse conflito histórico".

“O diálogo é o único caminho em busca da paz, do respeito e da tolerância entre os venezuelanos,” afirmou.

Maduro chamou a oposição a desconsiderar "os argumentos daqueles que não se importam com os venezuelanos, deixar esta guerra cansativa que eles criam por meio de suas divisões e parar as campanhas que espalham o ódio".

O presidente informou que o diálogo, que terá sua terceira sessão em 6 de dezembro, deve ser "grande instrumento" para garantir a estabilidade e evitar a guerra.

O MUD ficou dividido sobre a participação nas negociações, com vários líderes alegando que Maduro não cumpriu os requisitos eleitorais ou permitiu que um processo de referendo para revogar seu mandato seguisse adiante, tornando as negociações inúteis.

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