Maior banco francês anuncia fim do crédito a empresas ligadas ao desmatamento na Amazônia

O BNP Paribas anunciou que não irá mais financiar empresas que comprem gado ou soja produzidos em terras amazônicas, mas a medida só terá efeito em cinco anos e ativistas criticam o prazo

Gado em área queimada da Amazônia
Gado em área queimada da Amazônia (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
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247 - O BNP Paribas, maior banco francês, anunciou que não irá mais financiar empresas que comprem gado ou soja oriundos de terras amazônicas que foram desmatadas após 2008. 

"Instituições financeiras expostas ao setor agrícola do Brasil precisam contribuir para esta luta contra o desmatamento. Este é o caso do BNP Paribas", disse o banco em um comunicado.

O banco também informou que cortará o crédito a empresas que comprem os produtos do Cerrado.

No entanto, ativistas criticaram o prazo estabelecido, que prevê a interrupção do crédito apenas em cinco anos:

“O BNP Paribas entendeu a importância de impor uma 'data limite' aos comerciantes de soja, mas nenhum pedido imediato é feito a eles para garantir mudanças em suas práticas nos próximos anos. Do jeito que está, o BNP Paribas lhes dá mais cinco anos para desmatar impunemente", explica Klervi Le Guenic, gerente de campanha Canopée Forêts Vivantes, informa o Les Echos.

A medida faz parte de um esforço internacional contra o desmatamento promovido pelo governo Bolsonaro.

“Temos um verdadeiro ecocídio se desenvolvendo em toda a Amazônia”, disse Emmanuel Macron em agosto do ano passado. O presidente francês defende a "boa governança" na Amazônia.

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