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Marinha de guerra dos EUA envia navio para área de ilhas disputadas no mar do Sul da China

A Marinha dos EUA enviou no sábado (25) um navio de guerra que deve passar perto das disputadas ilhas Spratly, no mar do Sul da China, onde Pequim tem construído instalações militares

Mar do Sul da China (Foto: Sputnik/AFP)

247 - De acordo com jornal The Japan Times, o envio de um navio de guerra pelos Estados Unidos à região do Mar do Sul da China seria a primeira operação propagandeada como de "liberdade de navegação" (FONOP, na sigla em inglês) a ser realizada em 2020.

O porta-voz da Sétima Frota da Marinha estadunidense adiantou que o navio de guerra USS Mongomery "fez valer os direitos e as liberdades de navegação nas ilhas Spratly, em conformidade com o direito internacional", informa o site Sputnik.

A referida FONOP "defende os direitos e as liberdades de utilização legítima do mar", disse o porta-voz da Sétima Frota, tenente Joe Keiley, acrescentando que o avançado navio de guerra USS Mongomery "desafiou as restrições à passagem inocente [de navios] impostas pela China, Vietnã e Taiwan".

Além disso Keiley afirmou que os EUA "defendem o princípio de liberdade de navegação" e que as "missões são conduzidas de forma pacífica e sem preconceitos a favor ou contra qualquer país em particular".

Pequim, por sua vez, reivindica o controle sobre a maioria das ilhas da região, contestando as reivindicações territoriais de países vizinhos, como a Malásia, Taiwan, Vietnã e Filipinas, entre outras nações.

A mais recente operação de liberdade de navegação dos EUA ocorre em uma altura de crescentes tensões entre as duas potências em rotas marítimas estratégicas e enquanto a China enfrenta um mortífero surto de coronavírus, que já vitimou mais de uma centena de pessoas no país.

A Marinha dos EUA tem enfurecido Pequim por realizar frequentemente operações de liberdade de navegação, enviando navios para perto de ilhas controladas pela China, incluindo pequenas ilhas criadas artificialmente.

Os Estados Unidos acusam a China de tentar militarizar as águas da região, ricas em recursos energéticos, apontando para uma série de postos avançados militares que Pequim estabeleceu na área, e argumentado repetidamente que suas operações na região são apenas para garantir a "liberdade de navegação".