Martin Luther King: vulto da Humanidade
O pastor King marcou a História com suas palavras – fortes, verdadeiras e carregadas de simbolismo. A Marcha dos Direitos Civis foi um marco para os EUA
O chanceler Antonio Patriota caiu após o desastrado episódio na Bolívia. O que vimos foi total falta de comando. Não restou alternativa ao nosso ex-ministro "low profile", que agora será representante do País na ONU. A nova ocupação tem mais suas características. Em seu lugar assume Luiz Alberto Figueiredo Machado, que estava exatamente no cargo em que Patriota vai ficar.
Especialistas dizem que Machado tem o perfil mais parecido com o da presidente Dilma – enérgico e durão. Vamos aguardar para analisar suas primeiras decisões.
Na Síria, é questão de dias o ataque do Ocidente contra o destruído país. Segundo informações preliminares, Assad praticou as atrocidades químicas. Caso se confirme, ele precisa pagar por isso. A questão é como as potências farão para não se afogar no pântano de Damasco. Não precisa de muito para explodir o depósito de pólvora do Oriente Médio.
Entretanto, quero fazer uma breve reflexão sobre o dia 28 de agosto, mas do ano de 1963. Especificamente em Washington.
Sim, um pastor negro batista do Alabama (um dos Estados mais racistas dos EUA) eletrizou mais de 250 mil pessoas num dos discursos mais famosos da humanidade – "I have a dream...". Vale lembrar que o famoso início de frase não estava no escrito original. Martin Luther King improvisou e não poderia ter tido mais sucesso.
O momento era de muitas mudanças nos EUA. Um presidente jovem e simpático na Casa Branca (Kennedy) e a carnificina no outro lado mundo (Vietnã). E, claro, o problema do racismo.
Como bem disse o colunista João Pereira Coutinho em seu artigo desta terça na Folha de S.Paulo, King se destacou justamente por ser um líder não violento, numa época em que era fácil perder a razão. O combate racial mais barra pesada foi travado por Malcom X, outro líder importante dos negros dos EUA.
O pastor King marcou a História com suas palavras – fortes, verdadeiras e carregadas de simbolismo. A Marcha dos Direitos Civis foi um marco para os EUA, seu último grande movimento popular. E Martin Luther King liderou o rebanho na ocasião.
Curioso é que muitos representantes negros disseram que, por seu radicalismo – e a desilusão com Obama, um fruto do período "pós-racial" do país – Martin Luther King não seria muito convidado para eventos na Casa Branca de Barack.
Obama foi eleito com a esperança de mudar alguns aspectos da política americana e mundial. Decepcionou muito. Seu segundo mandato versão vigilante virtual é uma afronta aos mais básicos direitos do homem. A Agência Nacional de Segurança sabe de tudo que fazemos na web.
Os EUA ainda são um país desigual entre brancos e negros, mas a situação melhorou desde a época do discurso do pastor King, um dos maiores vultos da História da Humanidade.