Meio século de laços musicais e diplomáticos entre China e EUA
Em 1973, a Orquestra de Filadélfia esteve em território chinês pela primeira vez
Rádio Internacional da China - Em 10 de novembro, a Orquestra de Filadélfia realizou um concerto comemorativo ao 50º aniversário da visita da Orquestra à China no Centro Nacional de Artes Cênicas.
Em 1973, a Orquestra de Filadélfia esteve em território chinês pela primeira vez e tornou-se o "enviado cultural" que quebrou o gelo nas relações sino-americanas na história. Desde então, a sinfônica veio à China 12 vezes, testemunhando as grandes mudanças na indústria musical do país e contribuindo para a continuidade da amizade entre os dois países.
Matias Tarnopolsky, presidente da orquestra, escreveu ao presidente Xi Jinping antes desta visita. Ele disse acreditar que a viagem do grupo musical não apenas celebra um intercâmbio cultural mais profundo, mas também é um marco importante nas relações bilaterais entre a China e os EUA.
Em resposta, o presidente chinês enfatizou que a música atravessa fronteiras e a cultura constrói pontes. Xi Jinping espera que a orquestra trabalhe com artistas de todo o mundo, incluindo os da China, aderindo à igualdade entre civilizações, à aprendizagem mútua, ao diálogo e à inclusividade, para promover a prosperidade artística e abrir um novo capítulo para o intercâmbio cultural entre as duas nações.
As relações sino-americanas vêm se deteriorando desde que os Estados Unidos lançaram unilateralmente a guerra comercial contra a China em 2018, gerando preocupações da comunidade internacional sobre uma “nova guerra fria”.
Em novembro de 2022, o líder chinês reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, em Bali, na Indonésia. Os dois trocaram opiniões de forma franca, aprofundada, construtiva e estratégica sobre questões relevantes às relações bilaterais e à paz e ao desenvolvimento mundial.
Nos últimos meses, altos funcionários do governo dos EUA visitaram a China muitas vezes, e as interações de alto nível entre os dois países também aumentaram significativamente. O aquecimento das relações oficiais impulsiona as trocas não governamentais. Desde junho deste ano, o presidente Xi Jinping reuniu-se e respondeu muitas vezes a pessoas amigas dos Estados Unidos, expressando a sinceridade e a determinação chinesa em retomar os intercâmbios culturais e interpessoais entre os dois lados.
Na noite do concerto comemorativo do 50º aniversário da visita da Orquestra de Filadélfia à China, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que o presidente chinês visitará São Francisco, nos Estados Unidos, para um encontro com Joe Biden, além de participar da 30ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC.
Muitas pessoas esperam que as relações sino-americanas possam sair do "inverno severo" ao som da bela sinfonia da Orquestra de Filadélfia. A China e os Estados Unidos devem manter o bom andamento deste período de atenuação e avançar de mãos dadas, como comentou o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers: “A China e os Estados Unidos são como dois guerreiros navegando num mar agitado. Os dois lados precisam trabalhar juntos para chegar à costa com sucesso.”