Merkel perde governo de coalizão no Estado do Norte

Derrota aconteceu no mesmo dia em que viu seu brao-direito francs, Nicolas Sarkozy, partir nas eleies do Pas. Sem perder tempo, ligou para o rival socialista Franois Hollande e o convidou para uma visita a Berlim o mais rpido possvel

Merkel perde governo de coalizão no Estado do Norte
Merkel perde governo de coalizão no Estado do Norte (Foto: Ina Fassbender/REUTERS)

247 com agências internacionais - Os resultados definitivos das eleições regionais no estado federado alemão de Schleswig -Holstein (norte) confirmam o fim do Governo de coalizão da União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler Angela Merkel e o Partido Liberal (FDP).

Desde 1950, o partido conservador liderado não tinha uma votação tão baixa no estado do norte, junto da fronteira com a Dinamarca.

Apesar da CDU ter sido o partido mais votado nessas eleições antecipadas com 30,8% de votos, não poderá repetir coalizão com os liberais, que só somaram 8,2% de votos, enquanto desponta uma aliança de social-democratas (SPD), verdes e a minoria dinamarquesa do SSW.

O SPD obteve 30,4% dos votos, os verdes 13,2% e o SSW, liberado da cláusula dos 5% mínimos para obter cadeiras, alcançou 4,6% de sufrágios, e juntos somam uma cadeira a mais que a maioria absoluta.

A nova legenda dos Piratas conseguiu em Schleswig-Holstein alcançar pela terceira vez consecutiva representação parlamentar em uma câmara regional com 8,2% de votos, enquanto A Esquerda ficou fora do Parlamento com somente 2,2% dos votos.

Esta é considerada uma eleição menor na Alemanha - já que o estado conta apenas com 2,8 milhões de pessoas - como escreveu o “Der Spiegel”, embora tenha ganho uma conotação de importância neste sufrágio, que aconteceu no mesmo dia em que os franceses escolheram o socialista François Hollande como o novo presidente e em que os gregos optram pelos novos membros da assembleia.

Merkel, uma confessa apoiante do candidato conservador Nicolas Sarkozy, ligou ontem para o novo presidente francês eleito e o convidou para uma visita a Berlim “o mais rápido possível”. Hollanda discorda das medidas implantadas pela Comissão Europeia para conter a crise.

Na próxima semana, será a vez de o estado mais populoso da Alemanha, a Renânia do Norte-Westfália, ir às urnas. Esse poderá ser um indicador da vontade da população alemã um ano e meio antes das eleições que conduzem ao cargo de chanceler.

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