247 – A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU e ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou em entrevista à Televisão Nacional do Chile (TVN) que sente “pena pelo Brasil” ao recordar a recente defesa que Jair Bolsonaro fez da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, na qual justificou a morte do pai da socialista pelo regime, informa a Folha de S.Paulo neste domingo (22).
“Se há uma pessoa que diz que em seu país nunca houve ditadura, que não houve tortura, bem, que disse que a morte de meu pai por tortura permitiu que (o Chile) não fosse outra Cuba, a verdade é que me dá pena pelo Brasil”, disse Bachelet.
Ao falar sobre seu papel na crise da Venezuela, Bachelet respondeu que muitos, de modo equivocado, a observam como a “virgem Maria”, aquela que pode solucionar o problema. “Sou Alta Comissária e quero manter minha relação com o Estado venezuelano para seguir trabalhando e para ajudá-los a resolver a situação crítica dos direitos humanos”, disse.
Para as Nações Unidas, “Juan Guaidó é o presidente da Assembleia e o presidente eleito é Nicolás Maduro”, completou a socialista.
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