Mídia chinesa diz que China e Índia não devem ser adversários
Rivalidade entre os dois gigantes asiáticos prejudica os interesses comuns do Sul Global
247 - Um acadêmico indiano escreveu em um artigo para o veículo indiano Firstpost no dia 25 de dezembro tentando desacreditar a China com a retórica da "armadilha da dívida" enquanto elogiava a Índia. Na conclusão, o autor ousadamente afirmou que "a Índia está destinada a emergir como líder natural" do Sul Global.
"À medida que sua importância continua a crescer, a corrida para liderar este grupo está destinada a intensificar-se, com Índia e China como os principais candidatos para o cargo máximo."
Na opinião do jornal chinês Global Times, “a repetição de palavras como ‘corrida’ e ‘liderança’ reflete uma mentalidade de soma zero. No entanto, os desafios e oportunidades compartilhados pelos países do Sul Global exigem unidade e cooperação, e não confronto. Colocar China e Índia – duas economias emergentes – como adversárias apenas enfraquece a valiosa coesão e o espírito de colaboração entre as nações do Sul Global.”
O jornal recolhe opiniões de especialistas: "O Sul Global não é como o G7, que possui uma estrutura organizacional rígida. Trata-se mais de uma coalizão solta. Assim, enfatizar excessivamente a competição por liderança dividirá o Sul Global, enfraquecendo sua capacidade de lutar por uma voz mais forte no cenário global", afirmou Qian Feng, diretor do departamento de pesquisa do Instituto Nacional de Estratégia da Universidade Tsinghua.
“A China, como o maior país em desenvolvimento do mundo, é naturalmente um membro do Sul Global e desempenha um papel de liderança e exemplo dentro do grupo. No entanto, nos últimos anos, a ideia de uma disputa entre China e Índia pela liderança do Sul Global ganhou atenção significativa. Na realidade, a China nunca buscou competir pela liderança de nenhum grupo de países, nem aspira a uma dominância unipolar. Algumas vozes na Índia não deveriam ver a China como uma concorrente por liderança”, argumenta o Global Times em editorial.
“O ano de 2024 foi frutífero para a cooperação do Sul Global e, com a aproximação do ano novo, o Sul Global continuará a crescer. O progresso do Sul Global depende de unidade e cooperação entre as nações, e não de competição e confronto”, destaca o jornal.


