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Milhares de espanhóis pedem a renúncia de Rajoy

Defendendo a criação de uma nova assembleia constituinte e exigindo a renúncia do primeiro-ministro, manifestantes se concentraram nesta terça diante do parlamento nacional, onde ocorreram diversos confrontos com a polícia

Milhares de espanhóis pedem a renúncia de Rajoy (Foto: REUTERS/Susana Vera)
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Fillipe Mauro _Opera Mundi - Defendendo a criação de uma nova assembleia constituinte e exigindo a renúncia do presidente de governo Mariano Rajoy, milhares de espanhóis se concentraram nesta terça-feira 25 diante do parlamento nacional.

Convocado por vários sindicatos para denunciar o "sequestro da democracia" a partir de cortes orçamentários, o protesto começou com uma passeata pelas ruas do centro de Madri e terminou do lado de fora do Legislativo. Alguns deputados da bancada de esquerda do congresso se aproximaram da multidão que se amontoava do lado de fora do edifício. Ao todo, confrontos com policiais deixaram nove feridos e 15 detidos.

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Autoridades estimam que cerca de seis mil pessoas participaram das manifestações, que receberam o nome de "Cerque o Congresso". O projeto inicial dos sindicatos era bloquear a câmara dos deputados durante a sessão ordinária que promove todas as terças-feiras.

Mais de mil policiais, contudo, compareceram ao local para tentar evitar a ocupação do edifício. Manifestantes tentaram furar os bloqueios instalados pela polícia. Oficiais chegaram a golpeá-los com cassetetes. Participantes lançaram objetos contra policiais. O confronto ocorreu nas imediações da Porta do Sol, local que abrigou os acampados do movimento dos "indignados", em 2011.

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María Dolores de Cospedal, líder do governista PP (Partido Popular), irritou representantes sindicais e membros de outras forças políticas ao comparar a decisão de cercar o Congresso com a tentativa de golpe de estado perpetrado em 23 de fevereiro de 1981 por comandos militares favoráveis ao regime franquista.

O ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, defendeu o direito da manifestação, mas ressaltou que chegar a um confronto com a soberania nacional representaria "uma agressão ao sistema democrático".

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Os protestos contra o governo de Rajoy nesta terça-feira não se limitaram apenas à capital Madri. Em Barcelona, ao grito de "ladrões" e "culpados", cerca de 500 manifestantes se concentraram em frente ao parlamento regional da Catalunha para também criticar a atuação dos deputados e membros do governo local.

Crítica argentina

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, denunciou durante seu discurso nos debates da Assembleia Geral da ONU a "repressão" por parte da polícia espanhola contra os protestos em Madri. "Enquanto falamos aqui está ocorrendo uma repressão contra os indignados (em Madri) que se opõem às políticas de ajuste", afirmou na ocasião.

Kirchner estabeleceu um paralelo entre os protestos dos últimos meses em países como Grécia e Espanha com as manifestações que ocorreram em seu país em 2001, ápice dos protestos contra o governo do então presidente Fernando de la Rúa e sua equipe econômica.

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"A Argentina chegou a dever 160% do PIB, produto de políticas de endividamento e de ajuste permanente que agora vemos serem aplicadas de forma feroz em países como Espanha, Grécia e Portugal, que estão pondo em perigo a zona do euro", lamentou a líder argentina.

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