Militares ucranianos dizem que população deve se preparar para novos bombardeios russos
Ucrânia não cumpriu ultimato russo de se render em Mariupol
Reuters - Os militares da Ucrânia disseram nesta terça-feira (22) que os moradores devem se preparar para mais bombardeios russos, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, emitiu um de seus mais fortes alertas de que Moscou está considerando o uso de armas químicas.
O porto de Mariupol, no sul, tornou-se um ponto focal do ataque da Rússia e está em grande parte em ruínas, mas os ataques também se intensificaram na segunda cidade ucraniana, Kharkiv, nesta segunda-feira.
Sem citar evidências, Biden disse que são falsas as acusações da Rússia de que Kiev tinha armas biológicas e químicas e que isto demonstra que o presidente Vladimir Putin está pensando em usá-las.
A Rússia diz que não ataca civis, embora a devastação causada em cidades ucranianas como Mariupol e Kharkiv seja uma reminiscência de ataques russos anteriores a cidades na Chechênia e na Síria.
Putin diz que a guerra na Ucrânia é uma operação militar especial para desarmar a Ucrânia e protegê-la dos nazistas. O Ocidente chama isso de falso pretexto para uma guerra de agressão.
Biden viaja para a Europa esta semana para reuniões com líderes aliados para discutir sanções mais rígidas à Rússia, além das penalidades financeiras sem precedentes. Antes da viagem, ele discutiu as táticas "brutais" da Rússia em uma ligação com líderes europeus na segunda-feira, disse a Casa Branca.
O cerco e o bombardeio da Rússia ao porto de Mariupol, que o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, chamou de "um enorme crime de guerra", está aumentando a pressão por uma ação dos EUA e aliados da Otan.
A Ucrânia rejeitou nesta segunda-feira uma exigência russa de parar de defender a sitiada Mariupol.
Uma parte de Mariupol está controlada pelas forças russas. Cerca de 8.000 pessoas foram evacuadas com segurança na segunda-feira através de sete corredores humanitários de vilas e cidades sob fogo, incluindo cerca de 3.000 de Mariupol, disse o vice-primeiro-ministro da Ucrânia.
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