Muitos nomes, poucos candidatos para esta sala

Republicanos se lanam para enfrentar Obama nas eleies de 2012, mas o partido ainda no v algum adequado para vencer o pleito



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Rodolfo Borges_247, de Washington - A corrida pela Casa Branca em 2012 começou de ônibus. A ex-governadora do Alasca e ex-candidata a vice-Presidência dos Estados Unidos Sarah Palin visita há mais de uma semana pontos turísticos com sua família pelos estados americanos. Apesar de negar que será candidata para enfrentar o presidente Barack Obama no pleito do próximo ano, Palin vem roubando as atenções de todos os republicanos que lançaram ou confirmaram candidatura nos últimos dias.

Enquanto o ex-governador de Minnesota Tim Pawlenty fazia campanha em Iowa e a congressista Michele Bachmann visitava New Hampshire atrás de votos, os jornais só quiseram saber de Palin. Para os analistas, a viagem da ex-governadora do Alasca é uma sondagem. Palin tomará a decisão de se candidatar ou não baseada no sucesso da turnê pelo país. Sua cotação é baixa no partido Republicano, mas a popularidade da ex-modelo nos Estados Unidos não é igualada por nenhum dos concorrentes que surgiram até agora. Na quinta-feira, enquanto o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney lançava sua candidatura em New Hampshire, Palin estacionava seu ônibus no mesmo estado. A estratégia de desafiar aquele que surge como o principal candidato republicano foi encarada como uma demonstração de força da ex-governadora e é um indício de que, mesmo que não se candidate, Palin terá papel importante na campanha presidencial.

Durante o anúncio da candidatura, Romney resumiu qual deve ser o tom de sua campanha. "Há quatro anos demos a chance de liderar o país a alguém novo, alguém que não era muito conhecido, mas prometia nos levar a um lugar melhor. Agora, no terceiro de seus quatro anos de mandato, temos mais do que slogans e promessas para julgá-lo", disse Romney, complementando: "ele falhou". O republicano atribuiu as falhas de Obama às "falsas esperanças" que o presidente disseminou. "Quando questionado sobre isso, ele diz que está apenas começando. Não, presidente, você teve sua chance", disse o candidato, acrescentando que Obama piorou e prolongou o período de recessão nos EUA. O argumento tem seu peso. A necessidade de cortar gastos no governo se impõe, mas ninguém está disposto a aceitar redução no orçamento em qualquer que seja a área.

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O ativista político Rick Lopez, 27 anos, trocou a Califórnia por Washington nesta semana para protestar contra os cortes nos orçamentos de 2011 e 2012 da Nasa e do Serviço Nacional de Meteorologia. "O tornado do Missouri e o recente terremoto no Japão mostram que não é hora para cortar orçamento da operação dos satélites. Conseguimos prever furacões com três dias de antecedência, mas poderia ser uma semana com o investimento correto. Queremos Obama fora", disse ao Brasil 247 o ativista, que panfletava com colegas a uma quadra da Casa Branca ao lado de um cartaz de Obama com um bigode à la Hitler.

O incômodo de Rick é o mesmo dos que se preocupam com as consequências de um corte de gastos no sistema público de saúde, que os democratas veem conseguindo impedir no Congresso. As discussões sobre a necessidade de gastar menos se mistura às tentativas do governo de aumentar o limite de endividamento do país de US$ 14 trilhões para US$ 16,4 trilhões, sob risco de quebra da máquina pública no dia 2 de agosto caso o aumento não seja aprovado. A crise, o crescimento lento e as altas taxas de desemprego compõem um terreno fértil para qualquer que seja a candidatura republicana, mas mesmo a de Romney, que parece a mais sólida, tem problemas evidentes que devem facilitar as coisas para Obama. Enquanto governador de Massachusetts, Romney levou a cabo uma reforma no sistema público de saúde que é visto como modelo para a criticada reforma nacional conduzida por Obama.

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Além de tudo, o principal candidato de oposição tem fama de ser liberal demais para um republicano (já se declarou a favor do aborto) e é mórmon, o que é mal visto pelos evangélicos. A situação do Obama candidato à reeleição não é fácil, mas poderia ser bem mais difícil se ele tivesse um oponente a enfrentar.

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