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Mundo

Mulheres sauditas ao volante

Movimento feminino Women2Drive desafia autoridades do pas, que probe as mulheres de dirigirem automveis

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Agência Brasil – Mais um protesto nasce nas redes sociais. E em um país árabe. A campanha Women2Drive usou as redes sociais Facebook e Twitter para convocar as mulheres da Arábia Saudita a desafiarem o governo sobre a proibição que as impede de dirigir automóveis. A iniciativa recebe apoio da Anistia Internacional, que cobra das autoridades sauditas garantias de direitos iguais no país. A Arábia Saudita é um dos países que mais impõem restrições às atividades femininas.

Autoridades locais determinaram a suspensão das carteiras de motoristas internacionais das mulheres depois que algumas condutoras desobedeceram às ordens locais e tiraram o documento no exterior. Em maio, as autoridades da cidade de Al Khobar prenderam Manal Al Sharif, uma assessora de segurança informática, de 32 anos, que optou por conduzir seu carro e estimulou amigas a dirigir.

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No Leste da Arábia Saudita, Manal al Sharif foi obrigada a assinar um documento no qual se comprometia a não dirigir mais. Só depois disso ela foi libertada, após ter ficado 13 dias detida. Em decorrência deste episódio, várias mulheres foram detidas por dirigirem em várias cidades do país. Elas acabaram sendo liberadas, depois da assinatura do termo de compromisso de que jamais voltarão a dirigir carros.

O subdiretor do Programa da Anistia Internacional para o Médio Oriente e Norte da África, Philip Luther, disse que as autoridades sauditas devem deixar de tratar as mulheres do país como “cidadãs de segunda classe e permitir que possam dirigir normalmente”.

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“Não permitir que as mulheres dirijam na Arábia Saudita supõe uma imensa barreira à sua liberdade de movimento e limita severamente a capacidade para realizar atividades diárias, como o deslocamento para o trabalho, ao supermercado e buscar os filhos no colégio”, disse Luther.

Para o representante da Anistia Internacional, as autoridades não devem prender as mulheres que têm carteira de motorista e é preciso garantir que elas tenham os mesmos direitos dos homens. “Em muitas áreas significativas da vida, as mulheres da Arábia Saudita enfrentam graves discriminações e devem ser autorizadas a desafiar de forma pacífica o seu status quo”.

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