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Mundo se despede de 2025 com fogos de artifício e mergulhos gelados

Brasil tenta bater recorde com grande celebração na Praia de Copacabana

Pessoas assistem à queima de fogos de artifício da celebração do Ano Novo no hotel Marina Bay Sands, em Singapura (Foto: REUTERS/Edgar Su)

Reuters - Quando a quarta-feira deu lugar à quinta, pessoas em todo o mundo se despediram de um 2025 por vezes desafiador e manifestaram esperanças para o novo ano que se inicia.

A meia-noite chegou primeiro às ilhas mais próximas da Linha Internacional de Data, no Oceano Pacífico, incluindo Kiritimati (Ilha Christmas), Tonga e Nova Zelândia.

Fogos iluminam Sydney - Na Austrália, Sydney iniciou 2026 com um espetáculo tradicional de fogos de artifício. Cerca de 40 mil efeitos pirotécnicos se estenderam por 7 quilômetros ao longo de prédios e balsas no porto da cidade, incluindo um efeito de “cascata” a partir da Ponte da Baía de Sydney.

Neste ano, o evento ocorreu sob um reforçado esquema de segurança, semanas depois de homens armados terem matado 15 pessoas em um evento judaico na cidade.

Os organizadores realizaram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas às 23h no horário local. A Ponte da Baía foi iluminada de branco, e uma menorá — símbolo do judaísmo — foi projetada em seus pilares.

“Após um fim de ano trágico para a nossa cidade, esperamos que a noite de Ano-Novo ofereça uma oportunidade de união e de olhar com esperança para um 2026 pacífico e feliz”, disse a prefeita de Sydney, Clover Moore, antes do evento.

Em Seul, milhares de pessoas se reuniram no pavilhão do sino de Bosingak, onde um sino de bronze foi tocado 33 vezes à meia-noite — tradição enraizada na cosmologia budista, que simboliza os 33 céus. Acredita-se que o toque afaste o azar e receba a paz e a prosperidade no ano que começa.

Tambores na Grande Muralha da China - Uma hora a oeste, houve celebrações e uma apresentação de tambores no Passo de Juyong, na Grande Muralha da China, nos arredores de Pequim. Participantes usavam adereços na cabeça e balançavam placas com “2026” e o símbolo de um cavalo. Fevereiro marcará o início do Ano do Cavalo no calendário lunar chinês.

Em Hong Kong, o tradicional show de fogos de Ano-Novo foi cancelado após o incêndio em um complexo residencial, em novembro, que matou 161 pessoas. Em seu lugar, um espetáculo de luzes com o tema “Novas esperanças, novos começos” iluminou fachadas no distrito central.

Na Croácia, as comemorações começaram mais cedo. Desde 2000, a cidade de Fužine realiza a contagem regressiva ao meio-dia, tradição que se espalhou pelo país. Multidões comemoraram, brindaram com champanhe e dançaram ao som de música, tudo em plena luz do dia. Alguns mais corajosos, usando gorros de Papai Noel, mergulharam nas águas geladas do Lago Bajer.

Brasil tenta bater recorde - Em outros lugares, os preparativos avançaram para o brinde tradicional da meia-noite. Em Nova York, sob temperaturas abaixo de zero, organizadores montavam barreiras de segurança e palcos para as multidões esperadas na Times Square para a tradicional queda da bola.

Da mesma forma, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro — desta vez com clima mais quente —, a estrutura era montada para a grande festa de música e fogos conhecida como Réveillon. Os organizadores esperavam superar o recorde do Guinness de 2024 para a maior celebração de Ano-Novo do mundo.

Em Kiev e Moscou, cobertas de neve, ucranianos e russos se preparavam para a virada do ano, expressando esperança de paz após quase quatro anos de conflito.

“Desejo que a guerra acabe, acho que esse é o principal e mais importante tema para o nosso país”, disse uma mulher no centro de Moscou que se identificou apenas como Larisa e afirmou ter viajado da distante região de Altai para passar as férias de inverno com a família na capital russa.

Muitos ucranianos lamentaram que a paz ainda pareça um objetivo distante.

Mas bem agasalhada, ao visitar uma árvore de Natal montada em frente à Catedral de Santa Sofia, em Kiev, a ucraniana Olesia, de 9 anos, demonstrou mais otimismo.

“Acho que haverá paz no ano novo”, disse ela.

Reportagem das redações da Reuters; texto de Rosalba O’Brien; edição de Rod Nickel.