Na agenda ambiental, Biden colocará muita pressão sobre o Brasil, diz Amorim

Segundo o embaixador, o Brasil deve responder às pressões estadunidenses sobre o meio ambiente cumprindo, soberanamente, os acordos que se prestou a honrar no Acordo de Copenhague, na Conferência do Rio+20 e no Acordo de Paris. Assista na TV 247

Celso Amorim e Joe Biden
Celso Amorim e Joe Biden (Foto: Brasil247 | Divulgação)
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247 - O ex-ministro e embaixador Celso Amorim disse à TV 247 que o próximo governo dos Estados Unidos, sob o comando de Joe Biden, colocará muita pressão sobre o Brasil no que se refere à agenda ambiental.

Segundo Amorim, o Brasil precisa responder às pressões apenas cumprindo, com soberania, o que se propôs a fazer em tratados sobre o clima. “Sem dúvida [haverá pressão], os sinais são todos nessa direção. Ele nomeou o John Kerry para ser o que eles chamam lá de ‘czar do clima’, para cuidar do clima nacional e internacionalmente, dizendo que o clima é uma questão de segurança nacional nos Estados Unidos. Então a gente tem que fazer aquilo que a gente se propôs a fazer, soberanamente, em Copenhague, na Conferência do Rio+20, Acordo de Paris. Abram a janela, gente, tem que falar para o pessoal do governo. Não é para eles virarem de esquerda e nem progressistas, abram a janela e olhem para o mundo! Não dá para viver fora do mundo”, alertou.

Amorim ainda falou que para o Brasil e toda a América Latina, o ideal é conquistar independência perante os norte-americanos, firmando uma relação com os EUA semelhante a relações com outros países. “A melhor coisa para o Brasil, a melhor coisa para a América Latina é quando os Estados Unidos têm aquela ‘indiferença benigna’, e aí então a gente pode tratar da nossa integração, das coisas que interessam realmente à América Latina e ter com os Estados Unidos uma relação normal, como a gente tem com a Europa. ‘Pobre América Latina, tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos’. O que nós queremos é poder ter uma relação normal, e não ficar sujeitos a iniciativas”.

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