Netanyahu: Israel não concordará com cessar-fogo com o Hamas
"Apelar a um cessar-fogo significa se render ao terrorismo e à barbárie. Isso não vai acontecer", disse o primeiro-ministro israelense
Sputnik Brasil - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta segunda-feira (30), que Israel não pretende negociar um cessar-fogo com o Hamas, pois, segundo ele, isso significaria que o país se rendeu ao terrorismo. >>> LEIA TAMBÉM: Tanques israelenses entram em Gaza e combates se intensificam
"Quero deixar clara a posição de Israel sobre o cessar-fogo. Tal como os Estados Unidos não concordaram com um cessar-fogo após os ataques contra Pearl Harbor ou o 11 de Setembro, Israel não concordará em suspender a ofensiva militar contra o Hamas após o terrível ataque de 7 de outubro. Apelar a um cessar-fogo significa se render ao Hamas, ao terrorismo e à barbárie. Isso não vai acontecer", disse Netanyahu em coletiva a jornalistas.
Netanyahu defendeu a ofensiva terrestre das Forças de Defesa de Israel (FDI) na Faixa de Gaza, afirmando que somente a pressão sobre o grupo palestino fornece esperança de libertação dos reféns levados para a Faixa de Gaza.
"As ações terrestres, na verdade, criam a possibilidade, não a certeza, mas a possibilidade de retirar os nossos reféns, porque o Hamas não o fará, a menos que esteja sob pressão", disse Netanyahu. Nesta segunda-feira, as FDI comunicaram que um soldado israelense que havia sido levado como refém para a Faixa de Gaza foi libertado, durante a incursão terrestre no enclave.
"O soldado Ori Megidish foi libertado durante operações terrestres das Forças de Defesa de Israel [na Faixa de Gaza]. O soldado passou por um exame médico, se sente bem e encontrou sua família", informaram as FDI, em uma postagem no Telegram. Na última quinta-feira (26), as FDI colocaram em curso a ofensiva terrestre contra a Faixa de Gaza, sob forte protesto da comunidade internacional, que pede pela ampliação da entrada de ajuda humanitário ao enclave.