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Nova flotilha internacional partirá da França para Gaza no próximo sábado

Embarcações com ativistas e políticos buscam desafiar bloqueio israelense; organizadores afirmam que ação tem caráter político e simbólico

Flotilha da Liberdade (Foto: gazafreedomflotilla/Instagram)

247 - Uma nova flotilha internacional pretende zarpar do sul da França no próximo dia 4 de abril com o objetivo declarado de chegar à Faixa de Gaza e desafiar o bloqueio imposto por Israel ao território palestino. A iniciativa reúne dois veleiros franceses e outras dez embarcações, segundo anunciaram os organizadores nesta segunda-feira (30).

De acordo com a Agence France-Presse (AFP), a ação é liderada por organizações de solidariedade à causa palestina e integra um esforço internacional mais amplo que busca chamar atenção para a situação humanitária em Gaza.

Durante entrevista coletiva, Claude Léostic, da associação France Palestine Solidarité (AFPS), destacou o caráter político da mobilização. "Nossa mensagem é essencialmente política", afirmou. Segundo ele, a flotilha representa uma iniciativa de "solidariedade com o povo palestino, que sofre um genocídio e um bloqueio em Gaza".

Os dois barcos franceses partirão de Marselha e devem se juntar, em alto-mar, a outras embarcações que compõem diferentes grupos internacionais. Entre eles está a flotilha denominada Thousand Madleens, formada por dezoito barcos, além da chamada Global Sumud Flotilla. A expectativa dos organizadores é reunir uma coalizão ainda maior ao longo do trajeto.

"Com [uma coalizão de] cem barcos, há chances de que alguns passem", disse Léostic. "E se alguns passarem e chegarem até Gaza, simbolicamente será algo muito forte, o bloqueio terá sido rompido", acrescentou.

A nova tentativa ocorre após uma operação semelhante realizada no fim de 2025, quando cerca de cinquenta embarcações, com políticos e ativistas a bordo, foram interceptadas pela Marinha israelense antes de alcançar Gaza. Entre os participantes estava a ativista ambiental sueca Greta Thunberg. Segundo os organizadores e a Anistia Internacional, a interceptação foi ilegal. Todos os envolvidos foram detidos e posteriormente expulsos por Israel.