Novas explosões atingem o Congo pelo segundo dia

Porta-voz do governo informou que a exploso ocorreu devido a um curto circuito e no sinal de motim; j o presidente Denis Sassou-Nguesso classificou como um "acidente trgico"; ontem, incndio deixou 213 mortos na capital

Novas explosões atingem o Congo pelo segundo dia
Novas explosões atingem o Congo pelo segundo dia (Foto: Jonny Hogg/REUTERS )

Pequenas explosões voltaram a atingir a capital da República do Congo nesta segunda-feira, após um incêndio ocorrido em um arsenal em Brazzaville ontem ter deixado pelo menos 213 mortos, segundo fontes hospitalares. As explosões arrasaram edifícios e quebraram janelas na parte norte da capital. O depósito de munições localiza-se nas proximidades da residência privada do presidente Denis Sassou-Nguesso, mas ele se encontrava na residência oficial, em outra parte da cidade.

Nas primeiras horas desta segunda-feira, Bombeiros foram chamados para combater pequenos focos de incêndios ao norte de Brazzaville e mais sete corpos foram encontrados. As autoridades locais acreditam que esse número deve aumentar.

Um multidão de formou do lado de fora do necrotério municipal, que junto com o hospital já havia registrado 206 mortes na explosão de domingo. A expectativa é que o número de mortos aumente à medida que os bombeiros trabalham nos resgates nos destroços da Igreja Católica St. Louis onde dezenas de fiéis rezavam a missa de domingo quando a igreja desabou por causa da força da explosão.

O porta-voz do governo, Bienvenu Okyemi, informou que a explosão ocorreu devido a um curto circuito e não é sinal de um motim. Já o presidente Denis Sassou-Nguesso classificou a explosão como um "acidente trágico".

Além das mortes, a expectativa é que o sistema de saúde de Brazzaville fique caótico devido ao número de feridos que o governo estima em pelo menos 1.500 pessoas. Um dos hospitais que atende os feridos fez um apelo para doadores de sangue, segundo informou a rádio Okapi, baseada em Kinshasa.

Embaixadores estrangeiros, incluindo os EUA e França, se encontraram com autoridades do governo nesta segunda-feira para discutir ajuda para os esforços de resgate, informou um diplomata em condição de anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.

Entre os mortos estavam empregados chineses de uma empresa de construção que tinha 140 trabalhadores em um local próximo à explosão ocorrida no domingo. A Agência oficial de notícias Xinhua informou que seis chineses estão entre os mortos na explosão e que outra pessoa esta desaparecida. Dezenas de trabalhadores ficaram feridos.

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