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Número de bilionários deve crescer 25% até 2031, diz relatório

Estudo aponta avanço da inteligência artificial como motor da riqueza global e prevê quase 4 mil bilionários nos próximos cinco anos

Pessoa conta notas de dólares 16/05/2016 (Foto: Kham/Reuters)

247 - O número de bilionários no mundo deve registrar um crescimento significativo até 2031, impulsionado principalmente pelos ganhos gerados pela inteligência artificial e pelo setor de tecnologia. A projeção indica que a população global de ultra-ricos pode chegar a quase 4 mil pessoas nos próximos anos.

As informações são de um relatório divulgado pela consultoria imobiliária global Knight Frank e publicadas pelo site RT. Segundo o estudo, o total de bilionários deve saltar de 3.110 atualmente para cerca de 3.915 até 2031, o que representa um aumento de aproximadamente 25% no período.

De acordo com Liam Bailey, chefe de pesquisa da Knight Frank, o avanço tecnológico tem sido decisivo para acelerar a criação de grandes fortunas. Ele destacou que “a capacidade de expandir um negócio nunca foi tão grande” e acrescentou: “Isso contribuiu para a possibilidade de gerar grandes fortunas rapidamente, impulsionada pela tecnologia e pela IA.”

O levantamento também aponta mudanças relevantes na distribuição geográfica da riqueza. A Arábia Saudita deve liderar o crescimento proporcional no número de bilionários, mais que dobrando de 23 para 65 até 2031. Países europeus também aparecem em destaque: a Polônia pode saltar de 13 para 29 bilionários, enquanto a Suécia deve crescer 81%, passando de 32 para 58.

Em termos regionais, a América do Norte segue concentrando a maior fatia da riqueza global, com 37% do total. Em seguida aparecem a região Ásia-Pacífico, com cerca de 31%, e a Europa, com pouco mais de 25%, conforme o relatório.

A Rússia continua sendo um polo relevante de grandes fortunas. Dados da Forbes indicam que o país contabiliza 155 bilionários em 2026, número superior ao registrado no ano anterior. As fortunas combinadas desse grupo alcançaram um recorde de aproximadamente US$ 696 bilhões, impulsionadas sobretudo pelos setores de commodities e metais.

O crescimento da riqueza não se limita aos bilionários. O número de multimilionários — pessoas com patrimônio superior a US$ 30 milhões — também avançou de forma expressiva. Em 2021, eram 551.435 indivíduos nessa faixa; atualmente, já são 713.626, um aumento de mais de 160 mil pessoas em cinco anos. Esse movimento é liderado pelos Estados Unidos, com contribuições relevantes da China e da Índia.

Apesar da expansão no topo da pirâmide econômica, o cenário global ainda é marcado por forte desigualdade. O Relatório Mundial da Desigualdade de 2026 aponta que menos de 60 mil pessoas — cerca de 0,001% da população mundial — concentram uma riqueza três vezes maior do que a metade mais pobre da humanidade, evidenciando o contraste entre o crescimento acelerado das grandes fortunas e a distribuição desigual de renda no planeta.