HOME > Mundo

'Nunca esqueceremos quem bombardeou nossa embaixada na Iugoslávia', diz China sobre queixas da Otan

Declaração faz referência ao bombardeio contra a Embaixada da China em Belgrado, no dia 7 de maio de 1999, feito pela Otan

Imagem da Estação dos correios central de Pristina destruída pela OTAN, Iugoslávia, 15 de junho de 1999 (Foto: Reuters)

Sputnik - O comunicado foi divulgado após uma declaração do secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, cobrando da China a condenação da operação militar especial russa na Ucrânia.

A resposta ao secretário-geral da Otan foi dada pela missão diplomática chinesa na União Europeia, que rebateu dizendo que a China não precisa receber lições da organização que bombardeou sua embaixada em 1999.

"O povo chinês compartilha a dor e o sofrimento de outros países, porque nunca esqueceremos quem bombardeou nossa embaixada na Iugoslávia. [...] A China não precisa de lições de justiça vindas de violadores do direito internacional", disse a missão chinesa em comunicado. 

A OTAN bombardeou a Embaixada da China em Belgrado, na antiga Iugoslávia, no dia 7 de maio de 1999, causando a morte de três pessoas e deixando dezenas de feridos. A China relembra a impunidade da organização, que nunca foi responsabilizada pelo ataque, denuncia que a Otan segue se expandindo e caracteriza sua postura como "um vestígio da Guerra Fria".

Na segunda-feira (14), o representante da China na ONU, Zhang Jun, também comparou a atual presença da Otan como reminiscente dos tempos da Guerra Fria, durante a sessão de segurança da ONU.

"A mentalidade de Guerra Fria, baseada no confronto entre blocos, deve ser completamente rejeitada. [...] Este mundo não precisa de uma nova Guerra Fria. Este mundo pode viver com crescimento e progresso comuns", disse Zhang. 

Em 24 de março vão completar 23 anos do início dos bombardeios da Otan contra a Iugoslávia, que se desintegrou após uma série de conflitos étnicos nos anos 90 e que em 1999 era composta pelos atuais países Sérvia e Montenegro.

As forças do bloco intervieram no conflito relativo à independência do Kosovo sem aprovação da ONU. O então presidente dos EUA, Bill Clinton, justificou os ataques como "uma intervenção humanitária".

Os bombardeios aconteceram de 24 de março a 11 de junho de 1999. Durante esses 78 dias, a Otan lançou um total de 2.300 mísseis contra 990 alvos e 14.000 bombas sobre o território da Iugoslávia.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: