O coração fraco do ex-ditador

Hosni Mubarak, do Egito,infarta durante interrogatrio feito por promotores; mesmo assim, vai preso

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, sofreu um ataque do coração hoje durante um interrogatório feito por promotores que investigam acusações de corrupção e violência contra os manifestantes durante o levante popular que o derrubou do poder. O ex-presidente foi hospitalizado na cidade de Sharm el-Sheikh, informou a emissora estatal de televisão, que não divulgou detalhes sobre o interrogatório ou onde ele era realizado. Mesmo assim, ele foi preso, acusado de corrupção, assim como de reprimir com violência os protestos que o derrubaram do poder.

No domingo, o promotor público Abdel Magid Mahmoud ordenou que Mubarak e seus filhos Alaa e Gamal fossem interrogados sobre a violência contra manifestantes durante os protestos que encerraram os 30 anos de governo. Mubarak, de 82 anos, foi forçado a deixar o cargo em 11 de fevereiro, após 18 dias de grandes protestos populares pelo país contra seu governo.

Dezenas de manifestantes se reuniram nas proximidades do hospital, criticando o ex-presidente e carregando faixas na quais se lia "Aqui está o açougueiro". Eles entraram em confronto com partidários de Mubarak em meio a forte presença das forças de segurança.

Dois integrantes das forças de segurança disseram que Mubarak chegou ao hospital sob forte proteção policial e, segundo dois médicos, saiu sozinho de seu Mercedes blindado e foi levado para a suíte presidencial no edifício, que tem o formato de uma pirâmide. Médicos e policiais falaram em condição de anonimato.

Desde sua renúncia, Mubarak tem sido discreto e vive na cidade de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho. Perto do fim de seu governo ele já estava com vários problemas de saúde e havia sido submetido a uma cirurgia na vesícula biliar.

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