O unilateralismo é uma ameaça à paz, diz chanceler venezuelano

Para o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o unilateralismo atenta contra a paz, “por isso devemos resgatar o multilateralismo”; para ele, na atual conjuntura internacional voltam a existir  grandes ataques à paz, "pois o governo dos Estados Unidos pretende intervir em todos os nossos assuntos”

Ministro das Relações Exteriores da venezuela, Jorge Arreaza
Ministro das Relações Exteriores da venezuela, Jorge Arreaza (Foto: Voney Malta)

247 - O unilateralismo atenta contra a paz, afirmou nesta quinta-feira (5) o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, no marco da 18ª reunião ministerial do Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL), realizada em Baku, capital do Azerbaijão.

'O unilateralismo é uma ameaça à paz, por isso devemos resgatar o multilateralismo e o foro do  MNOAL é multilateral por natureza e de grande importância, que recobra vigência, vitalidade e tem muito a dar para o futuro', declarou o chanceler venezuelano à Prensa Latina.

Na atual conjuntura internacional voltam a existir  grandes ataques à paz, pois o governo dos Estados Unidos pretende intervir em todos os nossos assuntos, sublinhou Arreaza.

Ademais, quando se extorsiona política e economicamente outros países, quando se trata de isolar outros países para que cumpram os desígnios dos poderes imperiais, mais uma vez se torna indispensável o trabalho dos países não alinhados, considerou.

Coube à Venezuela presidir o MNOAL neste momento histórico. Somos 120 países, além dos membros observadores, e somos a maioria, representamos mais de dois terços da Assembleia Geral da ONU e estamos de acordo em preservar a soberania dos povos e a paz, destacou.

Tal como Cuba viveu terrível bloqueio naquele momento em que o Movimento dos Países Não Alinhados estava começando, hoje ocorre o mesmo com outros países, entre eles a Venezuela, comentou, ao referir-se à política de agressão econômica e à ameaça de uso da força contra seu país.

Agrediram-nos econômica e juridicamente, mediante um intento de isolar a Venezuela por razões ideológicas, ou talvez porque temos demasiado petróleo e recursos naturais, enfatizou o chanceler.

Viemos a esta reunião ministerial do MNOAL buscar a solidariedade dos demais 119 países, mas também dos países observadores e de seus povos, afirmou Arreaza.

O Azerbaijão é um povo e um país muito importante, é profundamente independente, com  fronteiras com a Rússia e com o Irã, ao mesmo tempo que dá exemplo de não alinhamento e mais ainda de alinhamento com a paz e a solidariedade, enfatizou o chanceler venezuelano.

Ao assumir a presidência do MNOAL em 2019, este país tem grandes desafios. Tanto o Irã no período anterior como a Venezuela no atual, fizeram grandes esforços para dar nova vida e vigência ao MNOAL, explicou Arreaza.

Todos os êxitos acumulados nestes últimos seis anos serão levados adiante pelo Azerbaijão, o que significa promover a paz, a harmonia e o respeito à autodeterminação dos povos e aos princípios da ONU, assegurou.

Estes são os princípios fundadores do MNOAL que se mantêm vigentes. Os povos terão que aferrar-se a eles para serem verdadeiramente livres e independentes, afirmou.

 

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