Obama quer 'taxa Buffet' sobre ricos dos EUA

Alvo quem ganha mais de US$ 1 milho por ano; republicanos j veem 'guerra de classes'; proposta deve ir ao Congresso nesta segunda-feira; foi inspirada em investidor bilionrio, que disse pagar menos impostos que seus empregados; Frana e Espanha j sobretaxaram seus ricos; essa moda pega aqui?

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247 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, joga nesta segunda-feira 19 uma cartada polêmica. Ele já tem tudo pronto para enviar ao Congresso uma proposta de elevação nas alíquotas de impostos a serem pagos pelos cidadãos americanos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano. A medida já está sendo chamada de “regra Buffet”, uma vez que foi inspirada no posicionamento do bilionário investidor a respeito do tema. Em agosto, no The New York Times, Warren Buffet, o terceiro na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes, atrás apenas de Carlos Slim e seu amigo pessoal Bill Gates, publicou artigo em que dizia pagar, proporcionalmente, menos impostos do que os recolhidos por seus empregados. Ele defendeu abertamente uma sobretaxação aos ricos. De imediato, Obama aderiu à ideia, procurando dar-lhe publicidade sempre que possível.

“Como podemos pedir para um estudante pagar mais pela sua escola antes de pedir que um administrador de fundos pare de pagar taxas inferiores às de sua própria secretária?”, perguntava Obama, em discurso pela tevê, em julho, na defesa de seu pacote de reativação da economia americana . “Vamos pedir aos americanos mais ricos e às maiores corporações que abram mão de alguns de seus benefícios tributários e deduções especiais.”

Ainda não há detalhes sobre como será cobrado o imposto e quais serão suas alíquotas. Essa definição deverá constar da proposta a ser enviada ao Congresso, cujo nome oficial, até aqui, é Imposto Mínimo Alternativo. Fala-se no estabelecimento de um porcentual de 2% de cobrança fiscal sobre os rendimentos dos cidadãos que ganham, ao ano, mais de US$ 1 milhão.

Nos últimos meses, a França, após um pedido de empresários milionários, elevou a carga fiscal sobre a fatia mais rica da população do país. Na Espanha, com maior discrição, a parte mais alta da pirâmide social igualmente experimentou uma nova regra de pagamento de impostos. No Brasil, em artigo publicado na semana passada em 247, o ex-ministro José Dirceu defendeu uma elevação sobre os rendimentos da faixa mais bem aquinhoada da população. Leia aqui

Nos Estados Unidos, a proposta de maior taxação sobre os ricos já vai sendo atacada pelos líderes do partido republicano. "Ela adicona mais instabilidade ao nosso sistema, mais incerteza e pune a criação de empregos", disse o presidente do Comitê de Orçamento da Câmara dos Deputados, Paul Ryan. "A guerra de classes pode ser boa para a política, mas é ruim para a economia".

 

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