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Odebrecht financiou a campanha de Macri na Argentina

Uma reportagem do jornal argentino "La Nación" revelou que a Odebrecht contribuiu com 500 mil pesos (cerca de R$ 100 mil) para a campanha presidencial de Mauricio Macri, em 2015, além de ter realizado pagamentos também a outros três candidatos (Daniel Scioli, Sergio Massa e Margarita Stolbizer); o repasse foi declarado pelo PRO, partido do presidente, mas teria havido também contribuições via "caixa dois" à campanha do atual presidente argentino

DYN900, BUENOS AIRES 12/01/2016, EL PRESIDENTE ARGENTINO, MAURICIO MACRI, DURANTE LA CONFERENCIA DE PRENSA OFRECIDA ESTA MA-ANA EN CASA DE GOBIERNO. FOTO: DYN/ALBERTO RAGGIO. (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A Odebrecht contribuiu com 500 mil pesos (cerca de R$ 100 mil) para a campanha presidencial de Mauricio Macri, em 2015, além de ter realizado pagamentos também a outros três candidatos (Daniel Scioli, Sergio Massa e Margarita Stolbizer), segundo reportagem publicada pelo jornal argentino "La Nación" neste domingo (30).

As informações são da Folha de S.Paulo.

"O texto, resultado de apuração de uma equipe liderada por Hugo Alconada Mon, o mais respeitado jornalista investigativo do país, relata que o repasse foi declarado pelo PRO, partido do presidente. Mas acrescenta que, a partir de declarações de executivos e operadores da Odebrecht ao diário argentino, teria havido também contribuições via "caixa dois" à campanha do atual presidente.

Um porta-voz do PRO, José Torello, declarou que 'a doação foi totalmente legal', e que a Odebrecht, por meio da Braskem, teria participado de um jantar com mais de 2.000 empresários destinado a recolher fundos para a campanha. Torello negou que tenha havido pagamentos não declarados.

Uma das fontes da reportagem teria dito: "Colocamos dinheiro na campanha de todos. Viemos a Buenos Aires como Papai Noel".

Os outros candidatos negaram ao jornal ter recebido dinheiro da empreiteira brasileira, tanto legalmente como via "caixa dois".

A reportagem do "La Nación" se soma a uma série de informações sobre caixa 2 em países da América Latina divulgadas na esteira da operação Lava Jato. Doações não declaradas de empreiteiras brasileiras são investigadas, por exemplo, no Chile."