ONU diz que dois lados cometeram crimes de guerra em Aleppo

Os dois lados da batalha pela cidade síria de Aleppo cometeram crimes de guerra, incluindo aeronaves do governo da Síria que bombardearam e alvejaram "deliberadamente" um comboio humanitário, matando 14 trabalhadores e interrompendo operações de ajuda, disseram investigadores da ONU nesta quarta-feira; forças sírias e russas realizaram "ataques aéreos diários" contra o leste de Aleppo, então dominado por rebeldes, entre julho e sua queda desde dezembro, matando centenas de pessoas e destruindo hospitais, disseram os investigadores em seu relatório mais recente

A Free Syrian Army medical group conducts a training on how to cope with chemical weapons attacks in Aleppo December 25, 2013. Picture taken December 25, 2013. REUTERS/Ammar Abdullah (SYRIA - Tags: CIVIL UNREST POLITICS CONFLICT)
A Free Syrian Army medical group conducts a training on how to cope with chemical weapons attacks in Aleppo December 25, 2013. Picture taken December 25, 2013. REUTERS/Ammar Abdullah (SYRIA - Tags: CIVIL UNREST POLITICS CONFLICT) (Foto: José Barbacena)

Reuters - Os dois lados da batalha pela cidade síria de Aleppo cometeram crimes de guerra, incluindo aeronaves do governo da Síria que bombardearam e alvejaram "deliberadamente" um comboio humanitário, matando 14 trabalhadores e interrompendo operações de ajuda, disseram investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

Forças sírias e russas realizaram "ataques aéreos diários" contra o leste de Aleppo, então dominado por rebeldes, entre julho e sua queda desde dezembro, matando centenas de pessoas e destruindo hospitais, disseram os investigadores em seu relatório mais recente.

Bombas de fragmentação foram "usadas de forma generalizada" e lançadas do ar em áreas densamente povoadas, segundo o relatório, o que equivale ao crime de guerra de ataque indiscriminado.

Mas os investigadores não souberam dizer se tanto as forças sírias quanto as russas as utilizaram em Aleppo ou somente uma delas, nem atribuíram nenhum crime de guerra específico investigado às unidades russas.

"Durante o período em análise, os céus sobre a cidade de Aleppo e seus arredores foram controlados conjuntamente pelas Forças Aéreas síria e russa... (elas) usaram predominantemente as mesmas aeronaves e armas, com isso tornando a atribuição impossível em muitos casos", disse o documento.

O relatório da Comissão de Inquérito da ONU --divulgado simultaneamente às conversas de paz da Síria em Genebra-- cobrem o período entre julho e dezembro e se baseia em 291 entrevistas com vítimas e testemunhas, além de análises de indícios forenses e imagens de satélite.

Helicópteros sírios lançaram bombas de gás cloro "no decorrer de 2016" em Aleppo, um arma proibida que causou centenas de baixas civis na cidade, relatou o documento.

Ao menos 5 mil forças pró-governo também cercaram o leste de Aleppo para aplicar a tática "rendam-se ou passem fome", de acordo com o relatório.

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