Oposição venezuelana ataca hospital infantil para atingir governo

Hospital Materno Infantil Hugo Rafael Chávez Frías, em Caracas, foi evacuado na noite desta sexta-feira (20) após um ataque de grupos opositores durante um protesto contra Maduro, que o vice-presidente classificou de "ato terrorista"; Rosalinda Prieto, diretora do hospital, afirmou que "grupos violentos lançaram um chuva de pedras e objetos contundentes" contra o centro de saúde; "Depois, queimaram grande quantidade de lixo diante do hospital e a fumaça entrou nas instalações. Havia bebês recém-nascidos da área de emergência", disse Prieto; "A direita cheia de ódio está criando uma nova espiral terrorista concertada com a delinquência criminal", disse o vice-presidente Tareck El Aissami

Manifestante de oposição arremessa de volta granada de gás lacrimogêneo lançada pela polícia durante protesto. 19/04/2017 REUTERS/Marco Bello
Manifestante de oposição arremessa de volta granada de gás lacrimogêneo lançada pela polícia durante protesto. 19/04/2017 REUTERS/Marco Bello (Foto: Aquiles Lins)

Opera Mundi - O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusou nesta sexta-feira (21) a oposição ao governo de Nicolás Maduro de criar "uma nova espiral terrorista" no país, em referência aos atos violentos em protestos da direita das últimas semanas, como o ataque a um hospital infantil em Caracas na noite de quinta-feira (20/04).

"A direita cheia de ódio está criando uma nova espiral terrorista concertada com a delinquência criminal", que usa para "atacar o povo humilde", disse Aissami em entrevista ao canal estatal VTV.

"Quinze anos depois, continua o mesmo roteiro de 2002", disse o vice-presidente em referência à tentativa de golpe de Estado contra Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, derrotada pela resistência popular.

O Hospital Materno Infantil Hugo Rafael Chávez Frías, em Caracas, capital da Venezuela, foi evacuado na noite desta sexta-feira (20) após um ataque de grupos opositores durante um protesto contra Maduro, que o vice-presidente classificou de "ato terrorista".

Rosalinda Prieto, diretora do hospital, afirmou que "grupos violentos lançaram um chuva de pedras e objetos contundentes" contra o centro de saúde. "Depois, queimaram grande quantidade de lixo diante do hospital e a fumaça entrou nas instalações. Havia bebês recém-nascidos da área de emergência", disse Prieto.

A médica disse que "o ataque se iniciou cerca de 9 da noite [hora local] e se estendeu por quase três horas". Depois disso, pacientes foram evacuados, entre os quais 54 bebês.

Líderes da oposição venezuelana acusaram forças de segurança de terem provocado o incidente que levou à evacuação do hospital.

O deputado José Guerra, da coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática), disse que a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) disparou contra edifícios e lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o protesto opositor. "A fumaça das bombas de gás lacrimogêneo chegou ao hospital, que teve que ser evacuado", afirmou.

Na mesma região onde fica o hospital, El Valle, no oeste de Caracas, pelo menos 11 pessoas morreram durante uma tentativa de saque a uma padaria em meio ao protesto da oposição contra Maduro. Algumas delas teriam sido eletrocutadas, enquanto outras foram mortas a tiros, afirmou o Ministério Público venezuelano, que investiga o caso.

Nas últimas semanas, uma série de protestos contra o governo de Nicolás Maduro tem sido acompanhada por atos violentos e ataques contra instalações estatais, que já deixaram 62 feridos em todo o país, segundo o MP, além de terem causado prejuízo de pelo menos 50 bilhões de bolívares, disse o presidente no dia 16 de abril.

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