HOME > Mundo

Ortega acusa direita latino-americana de prejudicar organizações regionais

O presidente de Nicarágua, Daniel Ortega, lamentou que os "governos de direita" de América Latina tenham acabado, em sua opinião, com os organizações de cooperação regional; "A América Latina está sendo vítima do que é a falta de atitude democrática de governos de direita que provocaram uma polarização e uma fratura nos organismos de integração" da região, disse

Ortega acusa direita latino-americana de prejudicar organizações regionais (Foto: OSWALDO RIVAS - Reuters)

Agência EFE - O presidente de Nicarágua, Daniel Ortega, lamentou que os "governos de direita" de América Latina tenham acabado, em sua opinião, com os organizações de cooperação regional.

Em entrevista à Agência Efe, ele disse que "a América Latina está sendo vítima do que é a falta de atitude democrática de governos de direita que provocaram uma polarização e uma fratura nos organismos de integração" da região.

"Nunca como agora, que partidos de direita governam os países de América Latina, os organismos de integração regional tinha se enfraquecido, desde a Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos), que nasceu quando tínhamos uma relação diferente na América Latina", disse o governante.

Segundo ele, isso "mostra a tolerância e a maturidade das forças de esquerda no governo e a atitude democrática que, quando são maioria, não agem com a prepotência de querer excluir, prejudicar às forças de direita, mas sim busca formas de unir".

Ele destacou que a Celac foi criada sob a supervisão do ex-presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva, "mas isso foi destruído agora pela intolerância dos governos de direita que agem sob a direção da política americana".

Segundo Ortega, isso lembra "a época quando ocuparam a OEA (Organização dos Estados Americanos) para invadir países como a República Dominicana e quando entre as tropas libertadoras encabeçadas pelos ianques estavam as tropas de Somoza, frente à ameaça do comunismo. Essa história está sendo reeditada".

Sobre a Venezuela, ele garantiu manter "boa relação" e que o país de Nicolás Maduro "está sendo vítima da mesma política intervencionista que sofreram países como Cuba e que também sofreu a Nicarágua".