Os milhões dos ditadores

Hosni Mubarak, do Egito, Muamar Kadafi, da Lbia, e Ben Ali, da Tunsia, tm US$ 830 milhes no declarados na Sua

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Uma fortuna de 830 milhões de francos suíços (646 milhões de euros). Essa é a soma dos bens congelados pela Suíça de três dirigentes africanos depostos : Hosni Mubarak, do Egito, Muamar Kadafi, da Líbia, e Ben Ali, da Tunísia. O número foi divulgado por Micheline Calmy-Rey, presidente da Confederação Helvética, em visita à Tunisia para uma conferência anual regional de embaixadas suíças do Oriente Médio e da África do Norte. Nos últimos anos, a Suíça tem trabalhado duro para melhorar sua imagem de refúgio de contas de procedência duvidosa.

A maior parte dessa soma bloqueada representa a fortuna de Hosni Mubarak, antigo presidente egípcio, o qual possui no País 320 milhões de euros. Quanto ao antigo líder tunisiano, os bens congelados totalizam 46 milhões de euros. A quantia e a proveniência dos ativos de Zine El Abidine Ben Ali já levantavam suspeitas na Suíça. Segundo dados do Banco Nacional Suíço, os ativos globais da Tunísia no País, em 2009, chegaram a 483 milhões de euros. Micheline Calmy-Rey tinha anunciado no mês de janeiro o bloqueio das contas de Ben Ali.

Desde a instauração, no fim de fevereiro, de sanções contra o regime do dirigente Líbio, Muammar Gaddafi, uma soma de 280 milhões de euros foi igualmente bloqueada por Berna. Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores Líbio negou a existência de contas de Gaddafi na Suíça ou em qualquer paraíso fiscal. Os dois países possuem relações estremecidas desde 2008, por causa de um incidente com o filho do ditador, Hanibal. Genebra o prendeu por abusar de dois empregados domésticos. As acusações foram retiradas posteriormente depois de um acordo entre as duas partes. Em represália, a Líbia sacou mais de 390 milhões de euros dos bancos suíços, suspendeu as exportações de petróleo e deteve por mais de um ano dois empresários suíços.

Os novos líderes da Tunísia e Egito entraram em contato com as autoridades suíças para solicitar a devolução desses bens, segundo o ministro das Relações Exteriores, Lars Knuchel. Quanto a Líbia, onde as revoltas populares contra Gaddafi resultaram num conflito armado com a intervenção da OTAN, nenhuma pedido formal sobre o assunto foi feito até o momento.

Essa não foi a primeira vez que a Suíça adotou tais medidas com ex-ditadores. O País também congelou os bens do presidente deposto da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, do filipino Ferdinand Marcos e do nigeriano Sani Abacha. No caso da Nigéria, embora o processo judicial tenha durado quase cinco anos, a Suíça devolveu ao País mais de 624 milhões de euros. Agora, as autoridades começaram a tomar medidas para repatriar os ativos de Jean-Claude Duvalier para o Haiti, congelados desde 1986.

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