Padura sobre acordo entre EUA e Cuba: “acordei de um pesadelo”

Escritor cubano conta ter ficado "aturdido" com o anúncio histórico de que Estados Unidos e Cuba reatavam suas relações diplomáticas; autor de "O homem que amava os cachorros", Leonardo Padura escreve que, além de agradecer ao Papa Francisco, é "preciso ir mais acima e agradecer a Deus, porque em circunstâncias assim não me resta outra opção senão acreditar em sua existência"

Escritor cubano conta ter ficado "aturdido" com o anúncio histórico de que Estados Unidos e Cuba reatavam suas relações diplomáticas; autor de "O homem que amava os cachorros", Leonardo Padura escreve que, além de agradecer ao Papa Francisco, é "preciso ir mais acima e agradecer a Deus, porque em circunstâncias assim não me resta outra opção senão acreditar em sua existência"
Escritor cubano conta ter ficado "aturdido" com o anúncio histórico de que Estados Unidos e Cuba reatavam suas relações diplomáticas; autor de "O homem que amava os cachorros", Leonardo Padura escreve que, além de agradecer ao Papa Francisco, é "preciso ir mais acima e agradecer a Deus, porque em circunstâncias assim não me resta outra opção senão acreditar em sua existência" (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – Um dos maiores escritores da atualidade, o cubano Leonardo Padura escreveu um relato sobre o anúncio histórico feito ontem por Estados Unidos e Cuba de que irão reatar suas relações diplomáticas depois de mais de meio século. O texto foi publicado pela Folha de S. Paulo.

"Eu, por minha parte, escrevo aturdido. Ainda me parece que estou no meio de um sonho, quando na realidade acordei de um pesadelo que nos perseguiu por tantos anos, o pesadelo da hostilidade, do desencontro, da inimizade entre dois países que a partir de hoje podem encontrar seus pontos de confluência mais que suas declarações de diferenças", afirma Padura.

"Dois presidentes conversam, acordam, concedem. Os prisioneiros retornam às suas famílias. Anuncia-se o começo do fim do bloqueio/embargo, após 52 anos. Diálogo em lugar de ofensas. Vontade de entender-se, de mudar, de superar o ódio... Um presidente cubano que anuncia medidas mútuas para normalizar os vínculos entre os dois países. Um presidente norte-americano que faz história, entra para a história, quando admite que estamos mudando nem mais nem menos que a História, simplesmente porque é o certo", acrescenta o escritor, autor de "O homem que amava os cachorros". Leia aqui

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247