Palestina vai ao TPI contra Netanyahu por genocídio
Ação também mira as Forças de Defesa de Israel
247 - A Palestina apresentará uma queixa ao Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) acusando-os de genocídio contra o povo palestino, disse o ministro da Justiça palestino, Mohammed al-Shalaldeh, à agência Sputnik, nesta segunda-feira (23).
"Nós, como vítimas, temos o direito de apresentar queixas ao Tribunal Penal Internacional, e processaremos o primeiro-ministro israelense, o chefe de gabinete e todos os comandantes que ordenaram aos soldados e oficiais que travassem esta guerra de agressão, cometessem genocídio contra pessoas indefesas e destruíssem instalações civis, hospitais e residências", disse o ministro.
Por sua vez, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) realizará audiências públicas sobre as "consequências legais" das práticas de Israel nos territórios palestinos em 19 de fevereiro de 2024, disse a CIJ na segunda-feira.
"A Corte Internacional de Justiça decidiu realizar audiências públicas sobre o pedido de uma opinião consultiva a respeito das Consequências Legais decorrentes das Políticas e Práticas de Israel no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, que terá início na segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024, no Palácio da Paz em Haia, sede da Corte", afirmou a CIJ em um comunicado.
Em 7 de outubro, o Hamas lançou um ataque surpresa em larga escala com foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza. Israel lançou ataques retaliatórios e ordenou um bloqueio total da Faixa de Gaza, lar de mais de 2 milhões de pessoas, cortando o fornecimento de água, comida e combustível. O bloqueio foi posteriormente aliviado para permitir a entrada de caminhões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A escalada do conflito resultou em milhares de pessoas mortas e feridas em ambos os lados.