Palestinos não se renderão e jamais permitirão uma nova Nakba, diz Abbas

Presidente da Autoridade Palestina também disse que instou o TPI a acelerar o julgamento dos criminosos de guerra israelenses

Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas
Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (Foto: Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS)


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247 - O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou neste sábado (2) que o povo e a liderança da Palestina não se renderão às circunstâncias prevalecentes, nem permitirão outro êxodo semelhante ao da Nakba de 1948, independentemente dos desafios ou sacrifícios, segundo a agência WAFA. 

Dirigindo-se a uma reunião da liderança palestina na sede presidencial em Ramallah, o presidente declarou: "Não nos ajoelharemos, nem nos renderemos às circunstâncias prevalecentes. Não permitiremos a recorrência da Nakba de 1948, independentemente dos desafios ou sacrifícios."

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O presidente Abbas também responsabilizou os Estados Unidos por não compelir o governo israelense a cessar sua agressão contra o povo palestino.

"Chega de tolerância com este governo fascista [israelense]. Não há mais espaço para mais tolerância. Se a comunidade internacional não tomar a iniciativa de intervir de forma positiva e eficaz, as coisas chegarão a um ponto que não poderá ser tratado", advertiu o presidente Abbas.

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Abordando as prioridades nacionais, o presidente Abbas enfatizou a necessidade de interromper imediata e permanentemente a agressão israelense em curso. Ele destacou a importância de garantir a entrada de ajuda humanitária desesperadamente necessária em Gaza e combater a conspiração de deslocamento que visa o povo palestino.

O presidente também afirmou que o povo palestino continuará a luta pela liberdade, independência da ocupação e a realização de um Estado Palestino independente com Jerusalém como sua capital, de acordo com a legitimidade internacional, além de resolver a questão dos refugiados com base na resolução 194 do Conselho de Segurança da ONU. 

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O presidente Abbas reiterou que Gaza é uma parte integral do estado palestino, enfatizando que "qualquer solução política deve abranger a totalidade da Palestina com Jerusalém como sua capital."

Ele descartou soluções de segurança e militares, afirmando que o reconhecimento dos direitos palestinos e o estabelecimento de um Estado palestino soberano, com plena adesão à ONU, são os únicos caminhos para a segurança, paz e estabilidade.

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O presidente mencionou seu encontro mais cedo hoje com Karim Khan, o Procurador do Tribunal Penal Internacional, no escritório deste em Ramallah, durante o qual ele instou o Procurador do TPI a acelerar o julgamento dos criminosos de guerra israelenses pelas atrocidades cometidas e em curso contra o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém.

O presidente Abbas reiterou que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é a única representante legítima do povo palestino. Diante das circunstâncias históricas desafiadoras, ele pediu união, instando esforços coletivos para alcançar objetivos nacionais legítimos.

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O QUE É NAKBA? - O conflito no Oriente Médio envolvendo palestinos e israelenses tem entre suas raízes a criação do Estado de Israel que - para os palestinos – causou o que eles chamam de Nakba, que em árabe significa “catástrofe” ou “desastre”. 

A Nakba é lembrada todo 15 de maio, dia seguinte ao da Independência de Israel. O Estado de Israel foi declarado em 1948, a partir da Resolução 181 das Nações Unidas, que recomendou a partilha da Palestina entre árabes e judeus. 

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Em consequência, eclodiu o que ficou conhecida como a 1ª guerra “árabe-israelense”, quando Síria, Jordânia, Egito, Líbano e Iraque iniciaram uma ofensiva contra o novo país. Como resultado desse conflito, estima-se que de 700 mil a 800 mil palestinos foram expulsos de suas terras e entre 400 e 500 vilas palestinas foram destruídas, êxodo forçado que passou a ser conhecido como Nakba. (Com informações da Agência Brasil).

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