Palestinos querem ação da ONU contra plano dos EUA que favorece Israel

A liderança palestina critica o chamado "Acordo do Século" proposto prlo presidente dos EUA, Donald Trump, que supostamente visa solucionar o conflito entre israelenses e palestinos. O presidente da Autoridade Nacional Palestina vai levar a questão ao Conselho de Segurança da ONU

Mahmoud Abbas, presidente palestino
Mahmoud Abbas, presidente palestino (Foto: MOHAMMED DABBOUS)
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247 - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, irá falar no Conselho de Segurança da ONU em algum momento nas próximas duas semanas sobre o plano de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, afirmou o embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, na quarta-feira. 

Mansour disse a jornalistas que esperava que o Conselho de Segurança, composto por 15 membros, votasse já no mesmo encontro uma resolução preliminar sobre o plano de paz para israelenses e palestinos apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira. 

Os EUA, no entanto, certamente devem vetar qualquer resolução do tipo, disseram diplomatas, o que permitiria os palestinos a levarem o texto preliminar para a Assembleia Geral da ONU, de 193 membros, onde uma votação mostraria publicamente como o plano de paz foi recebido internacionalmente, informa a 

“Faremos o melhor possível com nossos amigos para conseguir a resolução preliminar mais forte possível e para receber a votação mais forte e a maior possível a favor da resolução”, disse Mansour. Ele não ofereceu detalhes sobre o que pode estar no texto.

“É claro que gostaríamos de ver uma oposição ampla e forte contra esse plano de Trump”, disse o embaixador da Tunísia na ONU, Moncef Baati, que atualmente cumpre um mandato de dois anos no Conselho de Segurança, ao lado de Mansour. 

O embaixador afirmou que Abbas utilizaria sua visita à sede da ONU em Nova York para “colocar diante da comunidade internacional inteira a reação do povo palestino e da liderança palestina contra essa investida contra os direitos nacionais do povo palestino pelo governo Trump”.

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