Panamá varre escritórios ligados a esquema de suborno da Odebrecht
A Procuradoria-Geral do Panamá ordenou a busca em escritórios pertencentes a uma empresa de advocacia a quem acusa de criar contas offshore que permitiram que a construtora brasileira Odebrecht canalizasse subornos para vários países; Ramón Fonseca Mora, sócio do escritório de advocacia panamenho Mossack-Fonseca, disse na quinta-feira que a empresa está sendo usada como bode expiatório para evitar investigar quem no Panamá recebeu subornos da Odebrecht
247 - A Procuradoria-Geral do Panamá ordenou a busca em escritórios pertencentes a uma empresa de advocacia a quem acusa de criar contas offshore que permitiram que a construtora brasileira Odebrecht canalizasse subornos para vários países. Ramón Fonseca Mora, sócio do escritório de advocacia panamenho Mossack-Fonseca, disse na quinta-feira que a empresa está sendo usada como bode expiatório para evitar investigar quem no Panamá recebeu subornos da Odebrecht.
As informações são de reportagem do Valor.
"A empreiteira brasileira admitiu pagar US$ 800 milhões em subornos em toda a América Latina. O escândalo de corrupção tem sacudido a região, com investigações brotando em outros países.
A Mossack-Fonseca no ano passado também foi foco do escândalo dos "Panama Papers", depois que milhares de páginas de documentos relacionados a contas offshore foram divulgadas revelando tentativas de seus clientes internacionais de se esquivar de pagamento de impostos em seus países de origem."