Papa critica materialismo e lamenta por crianças refugiadas

Na Missa do Galo, celebrada tradicionalmente na véspera de Natal, Francisco lembrou aqueles "que não têm brinquedos em suas mãos, mas sim armas" e disse que o "Natal virou refém da mundanidade"

Na Missa do Galo, celebrada tradicionalmente na véspera de Natal, Francisco lembrou aqueles "que não têm brinquedos em suas mãos, mas sim armas" e disse que o "Natal virou refém da mundanidade"
Na Missa do Galo, celebrada tradicionalmente na véspera de Natal, Francisco lembrou aqueles "que não têm brinquedos em suas mãos, mas sim armas" e disse que o "Natal virou refém da mundanidade" (Foto: Gisele Federicce)

247 - O papa Francisco lamentou na noite deste sábado 24, na tradicional Missa do Galo, celebrada na véspera de Natal, pelas crianças refugiadas, aqueles "que não têm brinquedos em suas mãos, mas sim armas".

"Ouçam as crianças que, hoje, não estão em um berço nem são acariciadas pelo afeto de uma mãe ou de um pai, mas jazem em locais onde têm sua dignidade devorada: nos refúgios subterrâneos para escapar dos bombardeios, sobre as calçadas de uma grande cidade, no fundo de uma barca repleta de imigrantes", disse o pontífice.

"Deixemo-nos interpelar pelas crianças que não são permitidas nascer, pelas que choram porque ninguém sacia sua fome, pelas que não têm brinquedos em suas mãos, mas sim armas", disse ainda.

Em sua homilia, ele também fez críticas ao materialismo e afirmou que "o Natal virou refém da mundanidade". "O Natal se tornou uma festa em que os protagonistas somos nós mesmos, ao invés de Jesus; em que as luzes do comércio lançaram a luz de Deus nas sombras; em que estamos preocupados com presentes, e somos frios com aqueles que são marginalizados ", afirmou.

De acordo com o pontífice, o mistério do Natal é, por um lado, luz e alegria, mas por outro é uma mescla de "esperança e tristeza". "O Natal leva consigo um sabor de tristeza, porque o amor não foi amparado e a vida é descartada. José e Maria colocaram Jesus em um presépio porque encontraram as portas fechadas", disse.

"Apesar de nossas trevas, a luz de Deus sempre resplandece", completou o pontífice, lembrando que a data tem sobretudo um "sabor de esperança".

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