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Papa faz alerta sobre “trágica situação” na Síria

Francisco pediu que a comunidade internacional busque o fim do impasse no país árabe por meio do diálogo, e não pela guerra; pontífice apelou também para que o mundo tenha uma "atenção especial" em relação à Síria e fique em alerta devido à "trágica situação" que ocorre na região

Pope Francis celebrates mass at the Sao Sebastiao Cathedral in Rio de Janeiro, July 27, 2013. Pope Francis urged young people on Friday to change a world where food is discarded while millions go hungry, where racism and violence still affront human digni (Foto: Gisele Federicce)

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O papa Francisco pediu hoje (29) que a comunidade internacional busque o fim do impasse na Síria por meio do diálogo e, não pela guerra. Francisco diz que o único caminho para a paz é pelo diálogo e a negociação. No encontro com o rei da Jordânia, Abdullah II, Francisco apelou para que o mundo tenha uma "atenção especial" em relação à Síria e fique em alerta devido à "trágica situação" que ocorre na região.

Em pouco mais de dois anos, cerca de 100 mil pessoas morreram nos conflitos na Síria. No último dia 21, 750 pessoas morreram supostamente em consequência do uso de armas químicas. Em nota, divulgada pelo Vaticano, o papa reitera o pedido da negociação consensual na Síria apesar da pressão de países, como Reino Unido, França e Estados Unidos, para uma intervenção militar.

"[Na conversa com o rei da Jordânia] foi reafirmado que o caminho do diálogo e da negociação entre todos os que integram a sociedade síria, com o apoio da comunidade internacional, é a única opção para acabar com o conflito e violência que a cada dia causa perda de muitas vidas, especialmente entre a população civil", diz o texto divulgado pelo Vaticano.

Segundo a assessoria de Francisco, na reunião com Abdullah II, a conversa abordou a promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio, inclusive a retomada das negociações entre israelenses e palestinos. O papa também agradeceu ao rei, que é muçulmano, o apoio no esforço de promover o diálogo entre as religiões.

*Com informações da rádio do Vaticano.

Edição: Talita Cavalcante