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Para analista marroquina, genocídio dos palestinos remonta a 1948

"Esta é uma campanha genocida e visa matar o maior número possível e empurrar mais de 2 milhões [de palestinos] para o Egito", denunciou a pesquisadora Aicha El Basri

Aicha El Basri (Foto: Reprodução/YouTube)

247 - A pesquisadora Aicha El Basri, do Centro Árabe de Pesquisa e Estudos Políticos, expressou sua forte condenação em entrevista à emissora Al Jazeera aos ataques promovidos por Israel na Faixa de Gaza desde o dia 7 de outubro, quando militantes do Hamas atacaram israelenses e o governo de Benjamin Netanyahu decidiu iniciar uma guerra.

"Estamos assistindo a um genocídio ao vivo. O crime dos crimes"

No entanto, segundo ela, não é possível caracterizar os eventos como uma simples guerra ou conflito. "Esta é uma campanha genocida e visa matar o maior número possível e empurrar mais de 2 milhões [palestinos] para o Egito, para torná-los refugiados. Israel vem fazendo isso desde 1948", disse, enquanto comentava o ataque israelense ao campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza. 

Em 7 de outubro, o grupo palestino Hamas lançou um ataque surpresa em grande escala com foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza e violou a fronteira, matando e sequestrando pessoas em comunidades israelenses vizinhas. Israel lançou ataques retaliatórios e ordenou um bloqueio completo da Faixa de Gaza, lar de mais de 2 milhões de pessoas, cortando o fornecimento de água, comida e combustível. O bloqueio foi posteriormente aliviado para permitir a entrada de caminhões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A escalada do conflito resultou em milhares de pessoas mortas e feridas de ambos os lados.