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Pentágono admite que Ucrânia terá que se retirar de posições devido à falta de nova ajuda dos EUA

Forças Armadas da Ucrânia terão de se retirar de suas posições em meio à paralisação no Congresso americano

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, presta depoimento ao Comitê de Serviços Armados da Câmara no Capitólio, em Washington, EUA (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

Sputnik - Segundo a porta-voz adjunta do Pentágono, Sabrina Singh, a Ucrânia terá de se retirar de suas posições. O motivo de tal decisão é a falta de aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos de um novo pedido de ajuda militar a Kiev.

"Sabemos que a Ucrânia deve tomar decisões estratégicas agora mesmo para se retirar em certas áreas a fim de fortalecer as suas linhas de defesa", afirmou Singh em ums breve coletiva de imprensa nesta quinta-feira (21).

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse na quarta-feira (20), durante visita a Kiev, que não se compromete a prever quando será acordada uma nova assistência à Ucrânia.

No início deste mês, a Casa Branca anunciou que Washington tinha encontrado uma oportunidade para enviar US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) em munições em fundos do Pentágono, mas destacou que essa assistência às Forças Armadas ucranianas seria suficiente para "algumas semanas".

Nesta semana, o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, disse que as forças russas continuam a avançar na Ucrânia. A Casa Branca, por seu lado, admitiu que o Exército ucraniano está "realmente perdendo terreno no campo de batalha" devido à inação dos EUA.

O Congresso dos EUA ainda não chegou a um acordo sobre o novo pedido de assistência à Ucrânia, enquanto a administração informou que tinha esgotado as possibilidades de transferência de fundos militares em dezembro do ano passado.

A Rússia acredita que o fornecimento de armas a Kiev interfere em um cessar-fogo e envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no conflito. Moscou já enviou uma nota aos países da Otan na qual o Ministério das Relações Exteriores russo advertia que qualquer carregamento, incluindo armas destinadas a Kiev, se tornará alvo legítimo para as Forças Armadas russas.